Notícia

Jornal Cidade (Rio Claro, SP) online

Professor de Rio Claro participa do julgamento de Mizael

Publicado em 12 março 2013

Por Sidney Navas

A alga encontrada no sapato de Mizael Bispo de Souza, acusado pela morte da advogada Mércia Nakashima, também pode ser encontrada na represa de Nazaré Paulista, onde o carro e o corpo da vítima foram achados. A revelação foi feita ontem através do depoimento do professor da Unesp de Rio Claro, o biólogo Carlos Eduardo de Mattos Bicudo. Ele apresentou sua versão durante o julgamento do acusado, que começou nessa segunda (11).

"Em um projeto da Fapesp, reconhecemos as algas do Estado de São Paulo. Essa alga foi coletada por nós mesmos na represa de Nazaré Paulista", disse Bicudo, pós-doutor e especialista em algas há 50 anos. O professor universitário foi convocado pela acusação para ser a segunda testemunha ouvida no julgamento de Mizael. Ele também é o perito responsável por analisar o sapato do réu e, de acordo com Mattos Bicudo, existem 90% de possibilidade de a alga ser do tipo Stigeoclonium, que é verde e vive em profundidades de 20 a 50 centímetros e exige um substrato para se fixar. No caso de Mizael, o substrato também foi achado no sapato do réu. O biólogo também confirmou que Mizael precisou ter entrado na água para seu sapato conter a alga.