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UFG - Universidade Federal de Goiás

Professor da FCS é premiado na 6ª Edição do Prêmio Abeu

Publicado em 01 dezembro 2020

Luis Felipe Kojima Hirano, ganhou o prêmio de 2º lugar na categoria de Ciências Sociais com a obra "Grande Otelo: um intérprete do cinema e do racismo no Brasil"

O livro "Grande Otelo: um intérprete do cinema e do racismo no Brasil" do professor de antropologia da Faculdade de Ciências Sociais (FCS) da Universidade Federal de Goiás (UFG), Luis Felipe Kojima Hirano, ganhou o prêmio de 2º lugar na categoria de Ciências Sociais da 6ª edição do Prêmio Abeu, da Associação Brasileira das Editoras Universitárias (Abeu). O livro foi editado pela Editora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e é fruto de sua tese de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade de São Paulo (PPGAS-USP) contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O Prêmio Abeu visa anualmente distinguir as melhores edições universitárias no âmbito do conhecimento científico e acadêmico, bem como realçar o projeto gráfico e editorial de qualidade. O prêmio tem como finalidade incentivar a qualificação das edições das editoras universitárias, bem como fomentar a produção técnico-científica, em relação tanto à excelência dos conhecimentos veiculados pelos títulos quanto à concepção estética das edições. Em cada categoria são três premiados, além de uma menção honrosa.

Segundo a sinopse do livro, a obra relaciona "a trajetória de Grande Otelo como um eixo transversal que permite percorrer diferentes momentos na história do cinema e do racismo brasileiro. O corpo do ator, homem, preto e miúdo, se inscreve, entre outros, na sintaxe da chanchada, nos filmes da Cinédia, em policiais da Atlântida, nos fragmentos de It's All True (1942) de Orson Welles e no comentário pós-Cinema Novo de Nem tudo é verdade (1985) de Rogério Sganzerla, passando por Rio, Zona Norte (1957) de Nelson Pereira do Santos, marco do realismo independente, e por Macunaíma (1969), filme em que o cinema novista Joaquim Pedro de Andrade se aventura na literatura modernista e na chanchada. (...) Ao captar a relevância do itinerário de Grande Otelo, inclusive para a compreensão das proposições de ruptura estética, Grande Otelo contribui para salientar a relevância da raça em momentos-chave da história do cinema brasileiro."

Informações adicionais: https://www.premioabeu.com.br/farol/premioabeu/sobre/finalistas-do-6-premio-abeu-2020/544/