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Prof. Chao Lung Wen e Prof. Raymundo Soares de Azevedo Neto da FMUSP conversam sobre formação em telemedicina

Publicado em 16 junho 2020

Por Sidnei Santos de Oliveira | Revista Pesquisa FAPESP

A telemedicina tem ganhado cada vez mais relevância na área da saúde. Ao lado de outras tecnologias como inteligência artificial, sistemas vestíveis e impressão em 3D, é considerada por pesquisadores do mundo todo como uma das grandes transformações da medicina, com amplo potencial de desenvolvimento nas próximas décadas. “A tendência é que médicos e pacientes se acostumem com o atendimento remoto digital, que ainda é visto com certo receio por aqui”, afirma Chao Lung Wen, chefe da disciplina de telemedicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP).

A formação de médicos que atuam nessa área adquiriu caráter de urgência após a publicação, em março, de portaria do Ministério da Saúde que regulamenta o uso da telemedicina para a realização de consultas entre médicos e pacientes. A medida deve permanecer em vigor enquanto durar o período de combate à pandemia de Covid-19.

Utilizada para a execução de práticas médicas a distância, a telemedicina tornou-se possível com a disseminação do uso de dispositivos eletrônicos ligados à internet. Sua prática, porém, requer conhecimentos que vão além da utilização da videochamada para a realização de atendimentos.“No vídeo de atendimento, o médico pode, além de fazer a investigação semiológica, efetuar exame físico de observação, avaliar aspectos comportamentais do paciente, padrões de respiração, movimentação, postura ou eventuais lesões”, afirma Wen.

Além de estar familiarizado com as tecnologias de comunicação e plataformas para atendimento a distância, o médico precisa de conhecimentos que envolvam aspectos éticos específicos a esse tipo de consulta como a guarda de dados digitais, o registro em prontuário médico e envio de ficha síntese aos pacientes, bem como as perspectivas da telemedicina nas diversas regiões do país, além de infraestrutura tecnológica. Somam-se a isso os conhecimentos que o profissional já dispõe para a anamnese, entrevista em que o médico consegue identificar as necessidades do paciente e, com isso, formular o diagnóstico. “Os médicos podem pedir inclusive para que os pacientes mostrem regiões do corpo para observação de lesões ou de seu estado geral, da mesma maneira como acontece na consulta presencial”, completa Wen.

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Fonte: Revista FAPESP