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Envolverde

Produção de radiofármacos no Recife

Publicado em 14 setembro 2009

Agência Fapesp

Unidade produzirá radiofármaco utilizado em tomografias de emissão de pósitrons, técnica para a identificação de tumores em estágio inicial.

A Unidade de Produção de Radiofármacos (Upra) do Centro Regional de Ciências Nucleares do Nordeste (CRCN-NE) foi inaugurada na sexta-feira (11/9), na Universidade Federal de Pernambuco, no Recife.

Trata-se da primeira unidade do Nordeste que produzirá o FDG, um radiofármaco utilizado em tomografias de emissão de pósitrons (PET), técnica para a identificação de tumores em estágio inicial e que também pode ser usada em outras áreas da medicina, como cardiologia e neurologia.

No Brasil, até agora produziam o FDG apenas as unidades da Comissão Nacional de Energia Nuclear localizadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, além de uma instituição privada em Brasília.

Em sua capacidade máxima, a Upra, que poderá fornecer o radiofármaco para mais de 20 tomógrafos no Nordeste, poderá beneficiar mais de 50 mil pacientes por ano. A previsão é que, com o início da produção, outros hospitais públicos e particulares da região também adquiram tomógrafos PET.

A Upra poderá atender ainda centros médicos de outros estados além de Pernambuco, entre os quais os hospitais de Campina Grande e Natal, que já demonstraram interesse, além de servir de base para estudos científicos em parceria com universidades, indústrias e institutos tecnológicos e de pesquisa do Nordeste.

O Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), responsável pela gestão do CRCN-NE, iniciou suas atividades em 2005 com o objetivo de incrementar e introduzir inovações tecnológicas que tenham caráter estratégico para o desenvolvimento econômico e social do Nordeste.

A infraestrutura do Cetene é composta por laboratórios multiusuários de biotecnologia, nanotecnologia e microeletrônica. Ainda que alguns radioisótopos sejam encontrados na natureza, sua concentração é muito pequena para as aplicações práticas.

Por isso, todos os radioisótopos hoje empregados nas mais diversas atividades da medicina, agricultura e indústria devem ser sintetizados. Para isso a partir de elementos encontrados na natureza e, por meio de reações nucleares apropriadas, o radioisótopo é produzido em aceleradores de partículas.

Mais informações: http://www.cetene.gov.br

(Envolverde/Agência Fapesp)