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Jornal da Unesp online

Produção da Universidade cresce 70% em quatro anos

Publicado em 06 março 2009

Pesquisa e Pós lançam iniciativa para manter avanço e qualidade

 

O número de matrículas em cursos de pós-graduação da Unesp cresceu mais de dez vezes nos últimos anos, saltando de 878 em 2000 para 9947 em 2008 – indicador que contribuiu para que a produção científica da instituição crescesse 70% no último quadriênio. Esses dados fazem parte de um conjunto de indicadores divulgados pela universidade na quinta-feira (05/03), em evento que lançou o “Ano da Pesquisa da Unesp”.

A iniciativa conjunta da Pró-reitoria de Pesquisa (PROPE) e da Pró-reitoria de Pós-graduação (PROPG) tem como objetivo estimular e articular atividades de pesquisa da Universidade para não só manter esse avanço que foi observado nos últimos anos como também para aumentar a qualidade da produção. Uma das metas, por exemplo, é melhorar a posição da instituição no ranking da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), que lista instituições de ensino superior pela qualidade de sua pós-graduação.

Em 2004, a pós-graduação da instituição ocupava o 17º lugar, com conceito 4,24. No levantamento seguinte, de 2006, pulou para a 12º posição, com conceito 4,33 para os seus então 103 programas. Hoje já são 109. “Estávamos em 2º lugar em número de programas, mas com o 12º conceito. A evolução mostra que temos competência e condições de ir para frente e ficar em uma posição bem mais alta neste ranking”, afirmou Marilza Vieira Cunha Rudge, pró-reitora de Pós-graduação.

Segundo Marilza, outra preocupação é aumentar o número de cursos de doutorado. Atualmente são 83, contra 105 de mestrado. O ideal, segundo ela, é que a oferta dos cursos se equiparem. “Do contrário, corremos o risco de ter o aluno de mestrado indo para outra instituição fazer seu doutorado”, disse Marilza na apresentação, que foi realizada no auditório da Vunesp (Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista).

Desafio

A Universidade também está encarando como desafio o aprimoramento do seu quadro de pesquisadores, a interação entre eles e a comunidade científica nacional e do exterior. “Dos nossos 475 pesquisadores, apenas 5% são de perfil 1-A (com alta produtividade). Precisamos de um esforço para aumentar essa quantidade”, afirma Maria José Mendes Giannini, pró-reitora de Pesquisa e idealizadora do Ano da Pesquisa.

A PROPE fará uma série de incentivos nesse sentido, com vistas a trazer para a instituição mais financiamento das agências de fomento, mais pesquisadores-visitantes e mais jovens pesquisadores e pós-doutorados. O diretor-científico da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), Carlos Henrique de Brito Cruz, presente ao evento, mostrou que a Unesp aumentou em seis vezes as solicitações de financiamento da agência de 1992 para cá, mas alertou que a instituição tem feito poucas solicitações para trazer gente de fora. “Isso é importante para ampliar o nosso contato com outros trabalhos, mas também para que eles vejam o que estamos fazendo”, diz.

Para o reitor da universidade, Herman Voorwald, o momento é muito favorável para esse crescimento. “Conhece o potencial dessa instituição quem conhece o histórico dela”, enfatizou. “Ela foi criada há 33 anos de uma junção de institutos que faziam graduação e não tinham nenhuma estrutura de laboratórios de pesquisa. Ao longo da década de 90, começou a consolidar e qualificar seu quadro docente e hoje todos os indicadores mostram nosso grande potencial”.