Notícia

O Estado do Paraná

Produção científica cresce 54% no País

Publicado em 11 junho 2005

Os investimentos em ciência e tecnologia aumentaram. A produção científica brasileira aumentou. A participação do setor privado aumentou. E o ensino superior expandiu para acomodar a demanda crescente por conhecimento. Os resultados, referentes ao período de 1998 a 2002, estão descritos na terceira edição dos Indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação em São Paulo, publicada ontem pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Eles confirmam, mais uma vez, a superioridade paulista no setor de ciência e tecnologia, assim como a já consagrada tendência brasileira de grande produção de conhecimento, mas com pouca inovação tecnológica.
A produção científica brasileira - mensurada pelo número de trabalhos científicos publicados em revistas indexadas - teve crescimento médio anual de 54%, enquanto o crescimento da produção mundial ficou abaixo de 9%. A participação brasileira no cenário científico internacional saltou de 1,1% em 1998 para 1,5%, em 2002. Graças, em grande parte, ao Estado de São Paulo, que teve crescimento de 63% e foi responsável por 52% da produção de ciência nacional. Para isso foi preciso dinheiro. Os gastos públicos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Estado no período ficaram sempre acima de R$ 2,3 bilhões. Nesse cenário,
São Paulo é também o único Estado onde os gastos estaduais superaram os do governo federal: 60% ante 40%, respectivamente, ou R$ 1,47 bilhão ante R$ 982 milhões nos quatro anos pesquisados. Outra particularidade paulista refere-se à participação do setor empresarial nos investimentos em P&D. Em 2000, essa participação chegou a 54%, ou R$ 2,2 bilhões. "O levantamento mostra que no nível federal permanece a preponderância de gastos públicos, enquanto em São Paulo verificou-se uma inversão das participações", disse Sandra Hollanda, analista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).