Notícia

Jornal do Commercio (RJ)

Processo eleva aproveitamento de materiais

Publicado em 18 agosto 2005

Todos os anos cerca de 160 mil toneladas de embalagens longa-vida são produzidas no Brasil para acondicionar leite, sucos, massa de tomate e até água-de-coco. Desse total, apenas 25% é reciclado, num processo que aproveita apenas o papel e direciona para os aterros sanitários os dois outros componentes dessas pequenas caixas, o plástico e o alumínio.
Um cenário que começou a mudar a partir de maio deste ano com a inauguração em Piracicaba (SP) de uma unidade fabril para o processamento total desses materiais. A fábrica é dotada de um processo tecnológico inédito no mundo capaz de fazer a separação total do alumínio e do plástico que fazem parte das paredes das embalagens longa-vida, também chamadas de cartonadas.
O desenvolvimento da técnica foi possível com a união de quatro empresas: Alcoa, que produz alumínio, a TSL, de engenharia ambiental, a Klabin, produtora de papel, e a Tetra Pak, fabricante das embalagens. Elas esperam que o porcentual de reciclagem aumente para 65% do total produzido no País.
"Foram sete anos de pesquisa e desenvolvimento para chegarmos a esse novo processo", diz Nelson Findeiss, presidente da Tetra Pak. Para ficar pronta, a nova fábrica de Piracicaba consumiu investimentos de R$ 12 milhões, divididos entre as quatro empresas da parceria.
Agência Fapesp