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Gazeta do Cerrado

Primeira telha hidropônica para cultivo é criada por agrônomo brasileiro

Publicado em 04 setembro 2019

O engenheiro agrônomo Sérgio Rocha criou a primeira telha hidropônica para cultivo de vegetais. A pesquisa teve início em 2012, em conjunto com a ecóloga Fabiana Scarda, no Instituto Cidade Jardim. Selecionado em 2016 pelo programa Cidades Inteligentes – Cidades Sustentáveis da FAPESP, seu desenolvimento pode finalmente ser concluído. A ideia surgiu após observar que vários de seus clientes queriam instalar jardins sobre telhas de barro ou fibrocimento. Entretanto, estes materiais possuem características que os impedem de receber sobrecarga permanente. Como solução a esse problema, surge o Kaatop, uma telha hidropônica projetada para o cultivo.

Além do benefício, ela ainda é mais leve do que telhas comuns e à prova de infiltração. Sua vedação ocorre no próprio encaixe das telhas, o que facilita o processo, visto que ela não precisa de impermeabilização. O produto se baseou no design das telhas térmicas tipo sanduíche. Com a inserção de pequenos orifícios para o cultivo das sementes e de pequenas mangueiras de gotejamento e irrigação, o sistema ganhou uma nova utilidade.

De acordo com o Ciclo Vivo, o produto foi testado pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), onde passou por simulações de chuvas e ventos fortes. Ao final do teste, nenhuma gota havia vazado, comprovando a eficácia do sistema. Para facilitar o controle dos plantios, o Kaatop conta com um monitoramento remoto e automatizado, que permite verificar a umidade, teor de adubação, consumo de água, temperatura e PH. A proposta é usar as telhas para diversos tipos de plantio, que vão do temate ao feijão, valendo-se da versatilidade oferecida pelo sistema de cultivo hidropônico.

Cada metro quadrado poderia cultivar até 20 mudas e testes realizados na Itália apontaram que uma área de sete metros quadrados seria suficiente para suprir as necessidades diárias de vegetais para uma pessoa. Lançada oficialmente na última terça-feira, 27, a tecnologia já está parcialmente disponível para o mercado brasileiro, com a previsão de entrega das primeiras unidades em dezembro deste ano. As telhas podem ser vistas em funcionamento na sede do Instituto Cidade Jardim, em Itu, interior de São Paulo. 

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