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Jornal de Jundiaí online

Primeira infância é prioridade social

Publicado em 22 abril 2012

Ao unir ciência e humanização, a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal é exemplo no Brasil na promoção de estudos voltados para a Primeira Infância. Com apoio a linhas de pesquisa da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo), a entidade privada, sem fins lucrativos, já capacitou mais de nove mil profissionais das áreas de saúde, educação e assistência social para melhor desenvolvimento humano. Desde a gestação aos primeiros anos de vida, a Primeira Infância passa a ser tratada com olhar ativo em municípios paulistas, incluindo Jundiaí e Região.

Nesta semana, uma carta de intenção foi assinada por nove cidades da Região (Cabreúva, Campo Limpo, Itatiba, Itupeva, Jarinu, Jundiaí, Louveira, Morungaba e Várzea) com o governo do Estado e com a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal. A exemplo do que já aconteceu em Itupeva, Botucatu, São Carlos, Penápolis, Votuporanga, São José do Rio Pardo, a fundação irá capacitar profissionais na Região para o tratamento desde mães até as crianças que estejam na Primeiríssima Infância (0 a 3 anos).

Três assuntos serão abordados neste primeiro momento e serão necessários 120 profissionais para cada tema. Estes poderão multiplicar seu conhecimento para outros funcionários. Assim, a expectativa é de que mais de 10 mil pessoas sejam treinadas. "Esta é uma parceria muito positiva, pois partiu dos municípios e de uma vontade política das prefeituras", disse a gerente de programas da fundação paulistana, Ely Harasawa. De acordo com Ely, tanto profissionais de creches, de unidades básicas de saúde e de entidades sociais deverão passar pelo processo de capacitação.

O governo estadual entra com recursos para esta formação, a fundação assume os custos de gestão do programa e as Prefeituras cedem os profissionais, além de espaços para atividades previstas. A Fundação Maria Cecília Souto Vidigal surgiu em 1965. Inicialmente, a entidade se tornou fundação pela contribuição contínua a estudos de hematologia. Criação da família Vidigal, tradicional na cidade de São Paulo, a instituição leva o nome da filha do banqueiro Gastão Eduardo de Bueno Vidigal e sua esposa Maria Cecília Souto Vidigal.

A filha caçula do casal faleceu aos treze anos de idade, vítima de leucemia. Diante de uma carência nos estudos e formas de diagnóstico na época, o casal se empenhou e tornou possível uma biblioteca de hematologia extremamente completa, hoje, disponível no Instituto de Hematologia do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Além disso, até hoje, a fundação também doa recursos para os laboratórios do hospital.

Com a morte de Gastão e sua esposa, em 2006, especialistas pesquisaram outro assunto a ser trabalhado pela entidade e chegaram à Primeira Infância, cujos estudos também eram recentes no País. Em 2008, surgiram os projetos.Mais informações, basta acessar: www.fmcsv.org.br .

 

RAQUEL LOBODA BIONDI