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Presidente do BNDES assina em São José dos Campos contrato para construção de laboratório de alta tecnologia

Publicado em 03 março 2009

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, assinou no dia 2 de março (segunda-feira), contrato de R$ 27,6 milhões para a construção e instalação de laboratório de pesquisas e estruturas leves, focado em projetos de inovação.

A cerimônia ocorreu no Parque Tecnológico de São José dos Campos, local onde será instalado o laboratório, com a presença do secretário de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin. Na ocasião, o presidente do BNDES destacou a "importância estratégica do laboratório". Além da aplicação na indústria aeroespacial, Coutinho chamou atenção para o potencial de aproveitamento dos materiais desenvolvidos pelo laboratório na indústria de exploração de petróleo em águas profundas.

Também participaram o prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury; o presidente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S/A (IPT), João Fernando Gomes Oliveira; e o presidente da Fapesp, Celso Lafer.

O apoio do Banco será por meio do Funtec, o Fundo de Tecnologia, não-reembolsável, concebido para financiar investimentos em desenvolvimento tecnológico e inovação de interesse estratégico para o país.

O setor aeronáutico e seus desafios tecnológicos são considerados prioritários e estratégicos pelo BNDES e pelo Governo Federal e foram incluídos na nova fase da política industrial brasileira.

Os recursos serão destinados ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S/A (IPT) e à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O BNDES participará com 30,5% do custo total, de R$ 90,5 milhões, e o restante será aportado pela Embraer (que também atuará como empresa-âncora dos projetos iniciais), pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), pelo governo do Estado de São Paulo, Fapesp e IPT. A prefeitura municipal de São José dos Campos, parceira do projeto, tornará disponível imóvel existente no Núcleo do Parque Tecnológico para instalação do laboratório.

Inicialmente, está previsto o desenvolvimento de quatro projetos de pesquisa científica para o setor aeronáutico, em um período de três anos. As estruturas leves, que serão pesquisadas e desenvolvidas no laboratório, utilizarão novas tecnologias de união, conformação mecânica e novos materiais, com o objetivo de reduzir o peso e o custo de estruturas equivalentes, fabricadas com o uso de tecnologias e materiais atuais (basicamente o alumínio).

O principal agente em tecnologias de estruturas leves é a indústria aeroespacial, e dominar tal conhecimento é fator essencial à competitividade presente e futura do setor. Além disso, os efeitos positivos do desenvolvimento e aplicação das novas tecnologias atingirão muitas outras indústrias: automobilística, de autopeças, petróleo e gás, a indústria naval, de defesa, de geração e transporte de energia elétrica, construção civil e de bens de capital.

Os méritos do projeto financiado pelo BNDES são, ainda, a integração do conhecimento gerado nas universidades e centros de excelência com empresas, a formação de mão-de-obra altamente qualificada no Brasil e o potencial de difusão da inovação voltado para diversos setores empresariais. Além disso, proporcionará investimentos de P&D em área considerada estratégica.

Após a cerimônia de assinatura do contrato, o presidente do BNDES visitou as instalações da Vale Soluções em Energia – VSE, uma sociedade entre o BNDES e a Vale que está desenvolvendo motores de alta eficiência energética. A empresa também fica no Parque Tecnológico de São José dos Campos.