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ABC - Academia Brasileira de Ciências

Prêmio FCW 2006

Publicado em 10 maio 2007

Os Acadêmicos Carlos Afonso Nobre, Ricardo Renzo Brentani e Sergio Mascarenhas estão entre os vencedores do Prêmio FCW de Ciência e Cultura 2006, nas áreas de Ciência Aplicada ao Meio Ambiente, Medicina e Ciência Geral, respectivamente. Cada um dos indicados vai receber um cheque no valor de R$ 100 mil, isentos de impostos, além do troféu Conrado Wessel. Os outros vencedores foram Ruth Rocha (Literatura), Magno Antonio Patto Ramalho (Ciência aplicada ao campo) e Aldo Cunha Rebouças (Ciência aplicada à água). 

Carlos Afonso Nobre, Ricardo Renzo Brentani e Sergio Mascarenhas  

Os perfis dos escolhidos, de acordo com a FCW, revela "qualidades de talento inovador, liderança, abrangência social, trabalho incansável, integridade e ética". A cerimônia de entrega será realizada no dia 4 de junho, na Sala São Paulo, a partir das 19h30.

 

Carlos Nobre, vencedor na categoria Ciência aplicada ao meio ambiente, é pesquisador titular do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e foi, por 12 anos, coordenador-geral do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), ligado ao mesmo instituto. Nobre atuou, entre 1996 e 2002, como coordenador científico do Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA). Especialista em temas como modelagem climática na Amazônia, interação biosfera-atmosfera e desastres naturais, é presidente do Comitê Científico do International Geosphere-Biosphere Programme (IGB) e membro do IPCC.

Ricardo Renzo Brentani, diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da Fapesp, foi o vencedor na categoria Medicina. É professor titular da Faculdade de Medicina da USP, diretor presidente do Hospital do Câncer A.C. Camargo e ex-coordenador do Centro Antonio Prudente para Pesquisa e Tratamento do Câncer, um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da Fapesp.

"Acho muito importante que a sociedade reconheça os méritos de quem se dedica à ciência. O Prêmio FCW distingue tanto trabalhos de pesquisa como atuações bem-sucedidas na gestão de instituições científicas e tecnológicas", disse. Brentani também foi diretor do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer por 22 anos e teve um papel importante na consolidação do Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas.

"É um imenso privilégio. Não esperava ganhar, sobretudo na categoria mais ampla", disse Sergio Mascarenhas. Membro da Academia Brasileira de Ciências desde 1951, quando foi eleito aos 23 anos, o cientista deu vasta contribuição à física durante toda a carreira. Mascarenhas é professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do Instituto de Estudos Avançados de São Carlos, por ele fundado em 1996. Hoje, prioriza a dedicação à tecnologia educacional e à divulgação científica. "Meu foco agora é o problema do ensino público escolar e universitário. Vou investir o prêmio em projetos nessa área", afirmou.

(com dados da Agência Fapesp, 19/4)