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Prato feito servido em restaurantes pode contribuir para obesidade

Publicado em 12 janeiro 2019

Por Nicole Fusco

O tamanho dos pratos feitos servidos em restaurantes pode contribuir para a obesidade. É o que mostra um estudo realizado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), divulgado nesta sexta-feira (11).

De acordo com o estudo, uma refeição brasileira, sem bebida e sobremesa, contém em torno de 1.200 calorias. O ideal é que um homem adulto ingira em torno de 2.500 calorias por dia e uma mulher adulta, 2.000 calorias. Ou seja, apenas uma refeição teria quase metade do valor calórico indicado.

A nutricionista Lara Natacci explica por que isso acontece sendo que, na maior parte das vezes, o chamado PF é composto por alimentos como arroz e feijão, tão indicado por profissionais da saúde. “Em primeiro lugar, o tamanho das porções do prato costumam ser bem grandes, o que pode causar um excesso de calorias”, diz.

“Coloca-se ainda muito arroz, complementa-se com batatas — quase sempre fritas — e alguns lugares ainda adicionam pão”. “Observa-se também muita gordura na preparação, tanto do arroz quanto das carnes”, explicou a nutricionista.

O técnico de informática Wellington de Oliveira diz que costuma ficar satisfeito com a porção de comida que vem nos PF que ele consome. “Fico satisfeito, geralmente. É verdade que em alguns lugares vem bastante [comida], aí eu fico um pouco cheio e costumo até deixar um pouquinho”, disse.

Já a analista contábil Silvia Aparecida diz que não gosta de pedir prato feito justamente por causa da quantidade de comida. “Eu prefiro ir no quilo porque eu coloco a minha dosagem”, afirmou ela. “É muito grande, quando eu vou acabo passando mal”, completou.

Mas é possível deixar o prato feito mais saudável, conforme explica a nutricionista Lara Natacci. “Uma fonte de carboidratos já é suficiente e em quantidade moderada. Três ou quatro colheres de sopa de arroz bastam e não precisam ser complementadas combatata e pão. A carne escolhida opde ser mais magra. E que tal caprichar na salada e nos legumes?”, questiona ela.

Natacci também dá outras dicas: pedir uma porção menor, dividir o prato com uma pessoa com quem almoça junto ou ainda levar as sobras para casa.

Além do Brasil, os países onde a pesquisa foi realizada são Estados Unidos, Gana, China, Índia e Finlândia. Em todas essas nações, exceto a China, o resultado foi parecido. Apenas no país asiático foi encontrada uma variedade maior de refeições com valor calórico menor.