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Pós-graduação da Unesp terá 46 novos professores

Publicado em 24 setembro 2009

Por Julio Zanella

Cada um dos 46 programas de pós-graduação da Unesp com conceitos 5, 6 e 7, na última avaliação da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, do Ministério da Educação), poderá contratar um professor. Todas essas vagas serão liberadas com base nos processos de contratação aprovados até agora pelo CEPE (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão), afirmou o reitor Herman Jacobus Cornelis Voorwald na III Conferência de Pós-graduação que terminou na quarta-feira (23/09) em Atibaia, em São Paulo.

"Resolvemos utilizar o critério do mérito como estímulo aos programas que obtiveram melhores notas e incentivo para os outros conseguirem os mesmos resultados", explicou o reitor.

"Trata-se de um marco histórico na Unesp, já que é a primeira vez que a universidade contrata professores especialmente para a pós-graduação", acrescentou Marilza Cunha Rudge, pró-reitora de Pós-Graduação.

O professor a ser contratado deverá ter um perfil de alta qualificação, com uma linha de pesquisa definida e com projetos aprovados por agências financiadoras.

Marilza ressalva que isso não significa que o profissional deverá ter uma dedicação exclusiva na pós-graduação.

Pós-doutorados

A pró-reitora anunciou também a liberação pela Capes de 30 bolsas para pós-doutorados. O diretor-científico da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), Carlos Henrique Brito Cruz, acentuou a importância do investimento na contratação de pós-doutores. "Hoje, os principais rankings internacionais de avaliação das universidades consideram não apenas o número de professores com doutorado, mas também os de pós-doutorados como um padrão de qualidade das instituições", apontou o palestrante.

Também convidado para a conferência, o diretor de avaliação da Capes, Lívio Amaral, comunicou a aprovação de cerca de R$ 2,8 milhões para a aquisição de infra-estrutura de laboratórios (edital pró-equipamento) para os programas de pós-graduação da Unesp. "Priorizamos a solicitação daqueles equipamentos disponíveis para vários usuários, de alta complexidade e com custos maiores", afirmou Marilza.

O coordenador do Programa de Pós-Graduação do Instituto de Química- nota 7 na Capes-, Wagner Vilegas, comentou os investimentos. "A contratação de um docente e de pós-doutorados especialmente para pós-graduação é uma demanda antiga da Unidade que vai possibilitar a ampliação de novas linhas de pesquisa", disse. "Já os recursos da Capes vão permitir a compra de uma peça do equipamento de ressonância magnética, utilizado por mais de 50% dos nossos pesquisadores".

Para o ex-reitor da Unesp, Marcos Macari, palestrante e homenageado no evento, não basta apenas infra-estrutura para melhorar a qualidade dos programas de pós-graduação. "Conheci muitos laboratórios de referência que não possuíam equipamentos sofisticados", lembrou ele, que também já foi pró-reitor de pós-graduação.

Mais informações sobre o evento que debateu os novos critérios de avaliação da Capes e as iniciativas para melhoria dos programas poderão ser obtidas na próxima edição do Jornal Unesp.