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Portaria do MCT transforma o Mast em setor do Observatório Nacional

Publicado em 26 julho 2002

Publicada em 18/7, a portaria delega competência ao diretor do ON, Waldimir Longo, para integrar as atividades das duas instituições. Para o pesquisador Henrique Lins e Barros, ex-diretor do Mast, a medida é uma perda para o MCT, que terá maior dificuldade em preservar a memória da C&T. Por Daniela Oliveira Waldimir Longo afirmou que as atividades regulares do Mast não sofrerão qualquer mudança. Ele disse que nenhum funcionário sairá do museu, e que a administração única permitirá uma racionalização no uso dos recursos das duas instituições. O diretor informou ainda que a principal meta é modernizar e dar abrangência nacional ao Mast, com investimentos na parte virtual. Longo disse que conta com a verba de R$12 milhões, proveniente dos Fundos Verde-Amarelo e de Infra-Estrutura. para investir no ON, e que parte dela será destinada ao Mast. Além da incorporação do museu pelo ON, outra portaria determinou a criação de uma comissão encarregada de propor ao MCT uma política de pesquisa, preservação, recuperação e disseminação da história da C&T. Integram a comissão: Francisco Romeu Landi, Alfredo Tiomno Tolmasquim, Geraldo Mártires Coelho, Gerhard Jacob, Jaime Antunes da Silva, Ricardo de Carvalho Ferreira e Shozo Motoyama. Eles devem apresentar os resultados dos trabalhos até setembro. Para o pesquisador Henrique Lins e Barros, que já dirigiu o Mast, esta instituição terá maior dificuldade em preservar a memória da C&T, mesmo com a criação da comissão, "pois não há perspectiva de continuidade no trabalho dessa comissão". Ele acredita que o Mast, ao ser transformado em uma coordenação do ON, atuará apenas como um espaço memorialista, perdendo sua dimensão mais complexa, do estudo da ciência. "O que tem que ser visto é como o Mast, a partir de agora, vai se relacionar cem a atividade de pesquisa", concluiu Henrique.