Notícia

O Vale

Por que fazer iniciação científica

Publicado em 04 novembro 2012

Os projetos de iniciação científica das universidades são o primeiro passo para quem deseja aprender como se faz ciência no Brasil e para quem pretende ingressar em programas de pós-graduação futuramente.

As principais instituições do país recebem cotas de bolsas de pesquisa para alunos da graduação que queiram colaborar em projetos de professores, que atuam como orientadores dos trabalhos.

“O aluno que tem a vivência de uma iniciação científica possui uma formação diferenciada: conhece as rotinas laboratoriais, aprende a operar equipamentos, a analisar dados. Será mais competitivo no mercado’; diz Leandro Raniero, coordenador do Pibic (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica) da Univap. O CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) é o principal fomentador desse tipo de pesquisa no Brasil. O órgão oferece bolsas de R$ 400 por mês, que podem durar de um a três anos. A Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa ao Estado de São Paulo) também patrocina estudos, com bolsas de R$ 525, que podem durar de seis meses até o final do curso.

Para todos os casos, o aluno não pode ter nenhum vinculo empregatício.

No VALE. A Univap conta com 20 bolsas do CNPq. Seus estudantes também submetem projetos à Fapesp. Alguns alunos se destacam no cenário nacional, como João Lucas Rangel Silva, que cursa engenharia biomédica e ficou em 3° lugar no Prêmio Destaque do Ano na Iniciação Científica de 2011, do CNPq. João estuda métodos de detecção de câncer colorretal por meio de imagens de radiação infravermelha, sob orientação do professor Airton Abrahão Martin. A Unitau também participa do mesmo programa e oferece 28 bolsas que podem ser usadas para desenvolver projetos de qualquer área, e quatro bolsas específicas para tecnologia e inovação, todas pelo CNPq. Ainda disponibiliza outras 28 bolsas com recursos próprios.

SEM DINHEIRO. Para quem não consegue bolsa, mas deseja fazer pesquisa, Unitau e Univap disponibilizam programas para voluntários sem remuneração.

“Em todos os casos, aluno e universidade ganham muito”, comenta Edson Rodrigues, coordenador do programa de iniciação científica da Unitau. “O estudante aprende como a ciência é construída e tem maiores chances de ingressar em um programa de mestrado depois. Já a instituição ganha mais visibilidade e credibilidade no cenário nacional de pesquisa e desenvolvimento”, explica.