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Poluição eleva risco de aterosclerose

Publicado em 18 julho 2012

O Globo

Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo revelou que a exposição à poluição do ar durante a gravidez e após o nascimento do bebê aumenta o risco de aterosclerose  doença inflamatória caracterizada pelo enrijecimento e obstrução de vasos sanguíneos pela formação de placas de gordura  em indivíduos predispostos, mesmo com dieta balanceada.

A pesquisa, conduzida pela bióloga Mariana Matera Veras, do Instituto Nacional de Análise Integrada do Risco Ambiental (Inaira), financiada pela Fapesp, observou 40 camundongos geneticamente modificados que, no fim de quatro meses, passaram por um ultrassom para avaliar o tamanho da placa de gordura no interior dos vasos sanguíneos.

Os quatro primeiros grupos receberam uma dieta balanceada com pouca gordura do primeiro ao quarto mês de vida. O primeiro grupo, de controle, ficou em uma câmara de ar filtrado todo o tempo; o segundo grupo foi exposto à poluição apenas na gestação; o terceiro grupo, após o nascimento e o quarto grupo passou pelo mesmo processo na gestação e depois do nascimento.

Os outros quatro grupos foram submetidos aos mesmos padrões mas foram alimentados de forma balanceada só até o terceiro mês de vida; depois, receberam uma dieta rica em gorduras.

Nos camundongos com dieta balanceada expostos todo o tempo à poluição, o tamanho da placa aterosclerótica foi 13 vezes maior que a do grupo de controle. No grupo exposto após o nascimento foi sete vezes maior e, no que sofreu os efeitos da poluição durante a gestação, a placa foi três vezes maior.

Os dados sugerem que a poluição funciona como fator de modificação do ambiente uterino  explica Mariana.  Ela pode programar esses animais, fazendo com que tenham maior risco de desenvolver aterosclerose.