Notícia

DCI online

Políticas para startups estimulam negócios

Publicado em 25 janeiro 2016

São Paulo - A capital paulista está cada vez mais voltada ao empreendedorismo, em um movimento que ganhou o reforço de políticas públicas. Programas incentivados ou criados por governo e prefeitura reúnem milhares de participantes e possibilitam novos negócios.

 

Dezenas de ações iniciadas nos últimos dois anos começam a se consolidar. O Pitch Gov SP, por exemplo, está na fase em que as startups escolhidas testarão seus projetos. O programa é uma parceria entre a Associação Brasileira de Startups (ABStartups) e o governo do estado para dar apoio a novatas que proponham soluções inovadoras voltadas à cidadania e à administração pública.

 

A final da primeira edição ocorreu em novembro. De 304 projetos avaliados, 15 foram selecionados por suas soluções nas áreas de saúde, educação e facilidades ao cidadão e serão testadas nos próximos meses. O governador Geraldo Alckmin já garantiu a segunda edição do evento neste ano.

 

Parcerias de outros órgãos também fomentam o empreendedorismo. "Temos tanto na DesenvolveSP como na Fapesp linhas de financiamento. Compramos participação nas empresas [até 49%] e aportamos recursos para elas terem mais fôlego", disse ao DCI o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Márcio França.

 

Para estimular a inovação e o desenvolvimento de startups na cidade, o prefeito Fernando Haddad criou em 2014 a Tech Sampa, política que abrange uma série de programas.

 

Entre eles está o SP Stars, programa que oferece mentoria gratuita a empreendedores. Iniciado em 2015, já atendeu 120 startups, com participação de 90 mentores, entre eles Romero Rodrigues, fundador do Buscapé, executivos da Dafiti e do aplicativo Easy Taxi. O primeiro encontro deste ano será no dia 3 de fevereiro e ainda está com inscrições abertas.

 

Assim como o governo, a prefeitura também tem parcerias para suas iniciativas. Juntamente com o Google for Entrepreneurs e a Rede Mulher Empreendedora ocorre o Prêmio Mulheres Tech em Sampa, que premia projetos que estimulem a participação de mulheres na tecnologia. A cada edição, cinco projetos são premiados com R$ 10 mil.

 

Há também o Vai Tec, que oferece apoio financeiro a projetos de tecnologia. Em 2015, esse programa apoiou 67 iniciativas de tecnologia, com até R$ 25 mil cada. Neste ano, as inscrições serão abertas por meio de edital em fevereiro.

 

Essas iniciativas ajudam a explicar o motivo de São Paulo estar no topo entre as cidades brasileiras com mais startups. De acordo com dados da ABStartups, a cidade tem 740 dessas empresas, quase 18% do total de 4.151 que estão em atuação no Brasil.

 

Recursos e mão de obra

 

Além de ser o centro financeiro do País, São Paulo tem outras características que explicam sua atratividade para o surgimento de empresas de base tecnológica. . "O mais importante é o fato de que as startups tendem a florescer onde as pessoas estão, ou seja, onde há mão de obra especializada e onde ocorrem os principais eventos", afirma o consultor André Massaro.

 

Ele cita como exemplo o Vale do Silício, nos EUA. A região se transformou em celeiro do empreendedorismo por reunir instituições de ensino de ponta, como Stanford, as grandes empresas de tecnologia e os principais investidores.

 

Em São Paulo, eventos como a Campus Party aproximam milhares de empreendedores em potencial dos investidores que buscam modelos de negócios inovadores. Empresas surgidas nos últimos anos nesse ambiente hoje são inspiração para outros jovens apostarem em novos negócios.

 

Raphael Ferreira