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Planeta Universitário

Poli-USP terá dupla titulação na pós

Publicado em 14 abril 2011

A Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP) deverá firmar em breve um acordo com o Imperial College London, da Inglaterra, que possibilitará aos seus pesquisadores obter dupla titulação na pós-graduação stricto sensu. De acordo com a instituição, inicialmente a dupla titulação valerá apenas para o Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica, em nível de doutorado, mas outros programas poderão aderir a essa modalidade de pós-graduação ao longo do acordo.“Este é o primeiro acordo do gênero que a Poli estabelece com uma instituição estrangeira. Nossa meta é estreitar relações em todas as áreas de pesquisa em que o Imperial College é reconhecido por sua excelência”, disse José Roberto Castilho Piqueira, vice-diretor da Poli.

“A expectativa é que o acordo fortaleça o processo de internacionalização da Poli, que é algo que tem um peso grande na avaliação da Capes”, disse o professor Julio Meneghini, do Departamento de Engenharia Mecânica, que está cuidando dos detalhes finais do acordo.

Inicialmente serão admitidos dez pesquisadores, sendo cinco de cada país. A seleção será feita por uma comissão bilateral, composta por docentes de ambas as instituições.

O pesquisador deverá realizar sua pesquisa nas duas instituições, atendendo todos os requisitos dos respectivos programas. Entre eles, permanecer em cada instituição por dois anos, ter dois orientadores e, se quiser obter a dupla titulação, precisará defender duas vezes sua tese, sendo uma no Brasil, de acordo com as normas vigentes do programa de pós-graduação da Poli, e outra na Inglaterra, seguindo as normas daquela instituição.

Para a dupla titulação em engenharia mecânica, as áreas que despertam particular interesse nas duas instituições são: aerodinâmica, hidrodinâmica, dinâmica de fluidos computacional e bioengenharia.

“São áreas estreitamente ligadas aos grandes desafios atuais da engenharia nacional, a exemplo da prospecção de petróleo em águas profundas, da concepção de aeronaves com baixa emissão de ruído e melhor desempenho e do desenvolvimento de técnicas de simulação do escoamento através de geometrias complexas, como aquelas presentes em problemas de bioengenharia e engenharia naval”, disse Meneghini.

Mais informações: www.poli.usp.br

Agência FAPESP