Notícia

Jornal do Comércio (RS)

Plataforma torna as cidades mais inteligentes

Publicado em 23 junho 2017

A InterSCity é uma plataforma inovadora e aberta que tem como objetivo facilitar o desenvolvimento de software e aplicativos para cidades inteligentes. Criada pelo Centro de Competência em Software Livre do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da Universidade de São Paulo (USP) e contando com a participação central do aluno de mestrado Arthur Del Esposte, o trabalho foi premiado na sexta Conferência Internacional de Cidades Inteligentes e Sistemas TIC Verdes (Smartgreens), na cidade do Porto, em Portugal.

Resultado da pesquisa que teve orientação do professor Fabio Kon, do instituto, a plataforma buscou nova perspectiva em termos de tecnologia para cidades inteligentes. “Ao invés de oferecermos soluções fechadas, queremos contribuir para que os desenvolvedores criem suas próprias soluções”, diz o premiado e desenvolvedor da InterSCity.

Mas o que é afinal uma cidade inteligente? Em uma definição ampla, trata-se de uma visão de desenvolvimento urbano que tenta integrar tecnologia de informação e comunicação e a chamada Internet das Coisas (conexão em rede de dispositivos e objetos do cotidiano entre si, com os usuários e a com a internet para troca de informações em tempo real).

Tudo isso para gerenciar de forma mais racional uma cidade, oferecendo uma melhor sustentabilidade e qualidade de vida. Basicamente, conta-se com tecnologias que integram dados e informações dinâmicas, muitas vezes colhidas em tempo real, para planejar, gerir recursos e oferecer serviços aos cidadãos de forma mais eficiente.

Tema de pesquisa com cada vez mais destaque em diferentes áreas, as cidades inteligentes têm até mesmo um espaço dedicado na USP: o Inct Internet do Futuro para Cidades Inteligentes, coordenado por Fabio Kon e apoiado pelo CNPq, Capes e Fapesp.

Surgidas na Antiguidade, as primeiras cidades nasceram como assentamentos e pontos de encontro comercial. Seu crescimento, quase sempre orgânico, não contava com planejamento prévio, mas sim com a criação de soluções que cidadãos e gestores foram levados a implementar conforme a necessidade.

Del Esposte lembra que uma cidade como São Paulo não contou com planejamento inteligente em sua origem, mas justamente por esse motivo é uma das cidades que mais precisam de novas soluções