Notícia

Jornal do Brasil

Plantas no escritório limpam o ar

Publicado em 12 setembro 2009

Aquela plantinha que muitos botam na mesa do trabalho, ou os vasos grandes de plantas que servem para dar vida a escritórios estão contribuindo para a saúde das pessoas. É o que aponta um estudo feito nos EUA. As plantas melhoram a qualidade do ar nestes ambientes, pois ajudam a reduzir níveis de ozônio - um gás liberado por diversos tipos de impressoras, fotocopiadoras, luzes ultravioleta e alguns sistemas de refrigeração.

Segundo os cientistas, o ozônio provoca efeitos tóxicos para a saúde humana, principalmente respiratórios, como edemas e redução da capacidade pulmonar. O Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas estimou, em 1998, que mais de 2 milhões de pessoas morrem a cada ano devido à toxicidade do ar em ambientes fechados. Estudos apontam que o número de mortes por causa de problemas decorrentes da baixa qualidade do ar é 14 vezes maior em ambientes internos do que em externos.

Filtros de carvão ativado em aparelhos de ar condicionado reduzem os poluentes, mas seus custos de instalação e de manutenção são elevados. É aí que entram as plantas. Um grupo de cientistas da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos EUA, acaba de publicar os resultados de um estudo que avaliou os efeitos de três plantas comuns nos níveis de ozônio em ambientes fechados. O trabalho foi publicado na revista HortTechnology.

Os pesquisadores utilizaram pés de espada-de-são-jorge (Sansevieria trifasciata), clorofito (Chlorophytum comosum) e jiboia (Epipremnum aureum), que têm rica folhagem e são de fácil manutenção.

Para simular escritórios e ambientes domésticos, os pesquisadores montaram câmaras em estufas equipadas com um sistema de filtragem do ar no qual as concentrações de ozônio pudessem ser reguladas e medidas. Dados das câmaras foram registrados a cada 5 minutos após a aplicação de ozônio. Os resultados mostraram que as taxas de de ozônio caíram nas câmeras que continham as plantas.

Como as populações em países industrializados passam em média mais de 80% de seu tempo útil em ambientes fechados, a poluição provocada pelo ozônio já é encarada como um importante problema para a saúde pública. "O uso de plantas como método de mitigação pode servir como uma alternativa eficiente e de baixo custo", destacam os autores do estudo.

Segundo eles, a alternativa seria ainda mais vantajosa para os países mais pobres, nos quais alternativas tecnológicas de controle da qualidade do ar em ambientes fechados são muitas vezes economicamente inviáveis.

Com Agência Fapesp