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Planeta terá mais espécies de peixes

Publicado em 08 dezembro 2009

Hoje existem catalogadas cerca de 28 mil espécies de peixes no mundo. Mas segundo afirmação Robert Hanner, da Universidade de Guelph, no Canadá, este número pode chegar a 40 mil, graças à aplicação de nova metodologia (o código de barras de DNA), que mostrou que muitos dos nomes científicos podem remeter a espécies distintas. Ele esteve na semana passada em São Paulo, onde participou do Simpósio Internacional sobre DNA Barcoding do Programa Biota-FAPESP, na sede da Fundação.

Coordenador do projeto Fish-BOL, associado ao Projeto Internacional do Código de Barras da Vida (iBOL, na sigla em inglês), que será lançado em julho de 2010, Hanner disse que já foram identificados mais de 7 mil espécies de peixes empregando a nova técnica. Ela utiliza um pequeno trecho do DNA como marcador para caracterizar espécies biológicas. O total das espécies registradas chega a 23% do total nomeadas pela ciência.

Segundo Hanner, além de novas espécies, há algumas que eram confundidas com outras pelos métodos taxonômicos tradicionais. "Isso nos leva a estimar que pode haver cerca de 40 mil espécies no total, em todo o planeta", reforçou. Até por conta disso, reconhece: "É difícil prever quando o trabalho de identificação por DNA barcoding será concluído para todas as espécies".

A prioridade, no momento, é catalogar as espécies marinhas, já que está "havendo uma grande onda de pesca ilegal, desregulamentada e não relatada; isso está provocando um impacto importante no gerenciamento dos estoques pesqueiros", salientou. O código de barras também evitará fraudes comerciais, com a substituição de espécies mais caras por outras mais baratas, por exemplo. "A técnica de DNA barcoding, que permite identificação a partir de produtos processados, possibilitará a detecção desses padrões de fraude", disse.