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Rede PSI

Planejamento contra a depressão

Publicado em 20 junho 2006

A depressão surgiu de forma importante em uma amostra de 358 idosos que freqüentam o Programa Universidade Aberta à Terceira Idade, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Foram acompanhados 312 mulheres e 46 homens.
A pesquisa, assinada por Valéria Moura Leite, Eduardo Freese de Carvalho, Kátia Lima Barreto e Ilka Veras Falcão, todos da UFPE, detectou o problema em 24,02% da população avaliada. A maior parte dos casos foi registrado entre mulheres separadas, de 70 a 79 anos de idade.
Os casos de depressão, leves em grande parte dos casos, apresentaram importante relação com variáveis como preocupação, dor de cabeça, pouca disposição, irritação, tristeza e insatisfação. Os pesquisadores, para obtenção dos resultados, usaram um tipo de questionário normalmente aplicado a estudos semelhantes.
Os autores lembram que na população envelhecida a depressão se encontra entre as doenças crônicas mais freqüentes, que elevam a probabilidade de desenvolver incapacidade funcional. Também acaba desencadeando um importante problema de saúde pública, que inclui tanto a incapacidade individual como dificuldades familiares em decorrência da doença. Esses processos resultam ainda na elevação dos gastos do sistema público, devido à alta taxa de utilização dos serviços públicos de saúde.
"A presença de depressão na população estudada aponta para a importância do planejamento, por parte do programa voltado para a terceira idade, de ações direcionadas à saúde de seus participantes, em particular, os transtornos mentais relativos à depressão", afirmam os pesquisadores.
O artigo "Depressão e envelhecimento: estudo com os participantes do Programa Universidade Aberta à Terceira Idade", publicado na "Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil", está disponível na biblioteca eletrônica SciELO (Bireme/FAPESP). Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

Agência FAPESP