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Pílulas energéticas

Publicado em 30 setembro 2009

-O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta terça-feira que o governo vem encontrando grande dificuldade para obter licenças ambientais para iniciar o processo de venda da concessão da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, que vai gerar 11 mil megawatts. E não escondeu sua irritação em relação aos opositores da obra, e afirmou:"Às vezes tenho a sensação que tem uma força demoníaca puxando para baixo o país, não querendo que o país avance. Não desejando que tenhamos a segurança energética de que tanto precisamos". Ele confirmou para os empresários presentes a um encontro sobre energia no Rio de Janeiro que a intenção do governo é encerrar o ano com o leilão da usina de Belo Monte. "A equação de Belo Monte está sendo solucionada e o empreendimento já desperta o interesse de muitos investidores", disse o ministro, repetindo o que havia dito na segunda-feira.

- O senador João Pedro (PT-AM), presidente da CPI, abriu a sessão desta terça-feira (29/09), da comissão, que tem como tema a Operação Águas Profundas. Por decisão unânime dos senadores, a sessão foi adiada devido à ausência de dois dos convidados - o delegado de Polícia Federal Cláudio Nogueira, que está de licença para tratamento de saúde, e o procurador da República Carlos Alberto Gomes de Aguiar, que perdeu o voo para Brasília e não conseguiu chegar a tempo para a reunião. Os trabalhos continuam na próxima terça-feira (6/10) e contarão também com a presença do gerente de Estratégia de Contratação de Itens Críticos da Petrobras, Ilton José Rossetto Filho.

-A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, foi categórica hoje ao afirmar que o governo não pensa em alterar a proposta de ter a Petrobras como operadora única no processo de exploração do petróleo na camada pré-sal. "Não estamos discutindo isso, de jeito nenhum. Não está na agenda", disse a ministra, ao deixar a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) que discutiu o pré-sal.

-O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, disse não acreditar na realização da 11ª Rodada de Áreas Exploratórias de Petróleo da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) este ano. "Pode acontecer, mas não acredito que seja viável por questão de prazos específicos que são exigidos para a preparação de um leilão como este", disse, destacando que se ocorresse seria completamente desvinculado das áreas do pré-sal. A esperança da ANP é de que possa usar toda a burocracia que aprovou a 8ª.rodada de Áreas Exploratórias, que foi impedida judicialmente.

-O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, estará em São Paulo no dia 5 de outubro para falar sobre o marco regulatório do pré-sal. Durante o 10º Encontro Internacional de Energia, que o Ciesp e a Fiesp realizarão no Hotel Unique, ele discutirá com empresários do setor o modelo de exploração e o posicionamento do Brasil como player mundial na produção de petróleo e gás. O início da exploração e produção de petróleo na Bacia de Santos coloca o País em um novo patamar que promete desenvolvimento econômico e social, mas aos industriais interessa saber como isso poderá gerar oportunidades de negócios, essencialmente para os setores petroquímico, naval e de infraestrutura.

-O Quarto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), divulgado em fevereiro de 2007, chamou a atenção dos meios de comunicação e alertou o público em geral de forma inédita sobre um dos mais preocupantes problemas na atualidade. Mas, de acordo com uma nova análise, as estimativas do relatório podem ter sido modestas. O motivo é que tanto o ritmo como a escala das mudanças climáticas globais já teriam superado o que havia sido previsto há dois ano. Os impactos estariam chegando mais rapidamente, segundo diversos indicadores, como a perda de gelo nas montanhas e no Ártico ou a acidificação dos oceanos. A conclusão é do relatório Climate Change Science Compendium 2009, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).Produzido por cientistas de diversos países, o relatório destaca a extrema importância de que a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP15), que será realizada em Copenhague, na Dinamarca, de 7 a 18 de dezembro, chegue a um novo acordo global para o clima para vigorar com o fim do Protocolo de Kyoto, em 2012."A COP15 tem importância fundamental para a sobrevivência do planeta, pois só com um esforço coletivo do qual participem todos os países, desenvolvidos, emergentes e em desenvolvimento, será possível estabelecer metas elevadas de redução da emissão de gases de efeito estufa e, efetivamente, atingir essas metas dentro de 20 anos", disse Carlos Alfredo Joly, professor titular do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas e coordenador do Programa Biota-FAPESP.