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PIB

Publicado em 12 janeiro 2010

No ano passado, o PIB do setor sucroalcooleiro ficou na casa dos US$ 28 bilhões, valor equivalente à economia do Uruguai, ou 1,5% do PIB nacional, segundo dados de um estudo inédito feito pelo Centro de Pesquisa e Projetos em Marketing e Estratégia, da USP.

O trabalho, intitulado Mapeamento e Quantificação do Setor Sucroenergético, faz um retrato da indústria da cana-de-açúcar no Brasil e os negócios que ela cria em toda cadeia de produção, desde os insumos até o consumidor final. Procuramos fazer um desenho completo do sistema agroindustrial sucroenergético e os números do setor são impressionantes, diz o coordenador da pesquisa, Marcos Fava Neves, da Faculdade de Economia e Administração/USP de Ribeirão Preto.

Chama a atenção a movimentação financeira de toda cadeia produtiva, que somou US$ 86,83 bilhões. Desse total, 23% referem-se aos insumos agrícolas e à produção de cana de açúcar. Segundo o estudo, o setor foi responsável por 47% dos tratores de alta potência (acima de 200 cv) vendi dos pela indústria no ano passado e 22% das colheitadeiras produzidas - apesar da crise global que abalou as finanças do setor.

O grosso da movimentação financeira, porém, está no setor industrial, que responde por mais de dois terços do que é faturado no setor. Só a cadeia responsável pela construção e modernização das usinas faturou US$ 6,41 bilhões. Fava destaca que o Brasil deve fechar 2009 com 50% da exportação mundial de açúcar. Nos próximos cinco anos essa fatia deve chegar a 60%.

O estudo apontou também que houve alocação de US$ 79,1 milhões em pesquisas provenientes de iniciativas da Finep, Fapesp, Canavialis, Allelyx, CTC e IAC, com distribuição entre organizações privadas e públicas como USP Unicamp, Unesp, Emprapa e Ridesa.

Quanto a geração de impostos cobrados diretamente sobre o faturamento, o setor registrou a marca de US$ 9,8 bilhões. Estavam empregados, em 2008, 1,28 milhão de trabalhadores com carteira assinada, equivalente a 2,15% dos postos no Brasil. Desse total, a maior parte atuou no cultivo da cana, somando 481.662 pessoas. A produção de etanol, por sua vez, envolveu 226.513 pessoas.

O mapeamento foi realizado com apoio da Unica e da Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia- Fundace.