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Pianista Juliana D"Agostini lança seu segundo CD

Publicado em 05 dezembro 2011

Depois do sucesso do álbum de estréia, dedicado aos compositores românticos Franz Liszt e Frédéric Chopin, e definido pela crítica como junção de técnica e sensibilidade, a jovem pianista Juliana D"Agostini, de 25 anos, surpreende mais uma vez. No álbum "Juliana D"Agostini + Catalin Rotaru" (Microservice), a pianista paulistana faz dupla com o romeno Catalin Rotaru, considerado um dos melhores contrabaixistas do mundo. Em 10 faixas, os músicos interpretam composições do norueguês Edvard Grieg (1843-1907), do austríaco Franz Schubert (1797-1828), do belga Henri Vieuxtemps (1797-1828) e do brasileiro Heitor Villa-Lobos (1887-1959).

O repertório é marcado pela variedade de forma e expressão artísticas. Há desde as clássicas "Sonata para Violoncelo e Piano", de Grieg, e a "Sonata "Arpeggione"", de Schubert até as obras curtas e contrastantes (a "Tarantela", de Henri Vieuxtemps, e as "Bachianas Brasileiras No. 5", de Villa-Lobos). Em interpretações como "Sonata para Arpeggione", do romântico Schubert, Juliana extrai do piano novas, vigorosas e joviais nuances.

A pianista Juliana D´Agostini e o contrabaixista Catalin Rotaru se conheceram em 2008, quando ele veio ao Brasil dar aulas no Festival Internacional Ex Toto Corde. Ela tinha 21 anos e era bolsista da classe de alta performance pianística. A grande afinidade entre os dois, unida ao talento promissor de Juliana, resultou em recitais da dupla. Voltaram a se encontrar em 2010, nos EUA, quando Juliana estudava piano com Caio Pagano. Durante a passagem pelo Festival de Inverno de Campos de Jordão, os amigos se reencontraram e puderam selar, em estúdio, a bem-sucedida parceria.

Catalin Rotaru está entre os melhores contrabaixistas do mundo. Mora nos EUA desde 1995, onde leciona na Universidade do Arizona. O artista romeno é mundialmente reconhecido pela habilidade de fazer com que o contrabaixo vire um instrumento solista, transcendendo a função básica de acompanhamento e se tornando a voz principal da composição. Consegue interpretar no baixo peças que originalmente foram escritas para instrumentos como violino e violoncelo. Catalin também é um exímio músico de jazz, o que o torna um artista único. É considerado pela revista italiana XBass "um dos músicos de câmara mais interessantes da atualidade". Possui vasta coleção de prêmios, dois deles adquiridos na International Society of Bassists Competition, Texas (EUA). "Catalin tem uma sonoridade muito especial, é coração e técnica. Este álbum é resultado dessa mágica: rigor técnico e paixão", explica Juliana D"Agostini.

Sobre Juliana D"Agostini:

Aos 25 anos, a pianista paulistana Juliana D"Agostini toca desde os cinco anos de idade. Influenciada por uma família que admira música, Juliana aprendeu a tocar Beethoven de ouvido, aptidão de quem tem "ouvido absoluto". Formada em Piano pela Universidade de São Paulo (USP), sob a tutela de Eduardo Monteiro, fez especializações na França, Académies Internationales d"Été du Grand Nancy e Strasbourg National Conservatoire, e nos EUA, sob a regência de Wha Kyung Byun, em Boston, de Caio Pagano, no Arizona, e de Max Barros, em Nova York. Em 2010, lançou seu primeiro CD, "Chopin | Liszt", em que interpreta peças dos compositores românticos. O álbum foi muito bem recebido pela crítica e caracterizado como união de "técnica e sensibilidade" (revista Veja). Em 2011, lança o álbum "Juliana D"Agostini + Catalin Rotaru". Em parceria com o contrabaixista romeno Catalin Rotaru, interpreta repertório que vai de Schubert a Villa-Lobos. A musicista também pesquisa a fundo a história e obras de seus ídolos eruditos e faz palestras a respeito. Associada à FAPESP, já trabalhou em sonatas de Ludwig Van Beethoven e nos manuscritos do compositor brasileiro Henrique Oswald. Apesar de jovem, Juliana já acumula importantes prêmios em sua carreira, como IV OSBA Young Soloist Competition - 1º lugar (2005); XIV Arnaldo Estrella National Piano Competition - 1º lugar (2006); XIX Artlivre Piano Competition - 1º lugar (2006); 2010 Seattle International Piano Competition - Collegiate Semi-Finalists e o mais recente, em 2011, finalista do 7º Prêmio Bravo de Cultura, na categoria de Melhor CD Erudito.