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Abegás - Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado

Petrobras vai investir US$ 120 bi em cidades fluminenses

Publicado em 17 dezembro 2013

Investimento da Petrobras no Rio até 2017 será de US$ 120 bi

Presidente da estatal diz que as 9 unidades de produção concluídas neste ano agregarão um milhão de barris/dia em capacidade instalada. Desse total, mais de 600 mil vão beneficiar o estado, maior produtor de petróleo do país.

A presidente da Petrobras, Graça Foster, afirmou ontem que, dos US$236,7 bilhões em investimentos da estatal previstos para o período 2013/2017, pouco mais de US$ 120 bilhões serão destinados ao Rio de Janeiro. Homenageada durante a cerimônia do prêmio Rio+Empreendedor, no Rio de Janeiro, a executiva destacou ainda que as nove unidades de produção entregues em 2013 aumentarão a capacidade de produção da empresa em um milhão de barris de óleo equivalente (óleo e gás) por dia. Desse total, pouco mais de 600 mil barris/dia vão se somar à capacidade já existente no Rio de Janeiro.

“Vai ter efeito direto sobre os royalties”, destacou Graça em seu discurso. Segundo ela, todas as nove plataformas estarão interligadas no primeiro trimestre de 2014.Aexecutivadestacouo compromisso da estatal coma expansão da indústria naval offshore nacional e lembrou que em 2012 e 2011 a Petrobras adicionou apenas uma nova unidade de produção por ano. Graça comentou também a importância da conclusão das obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), no município fluminense de Itaboraí. “Nós terminaremos, sim, as obras com os custos planejados”, disse a executiva. O projeto já sofreu sucessivos atrasos e aumentos nos valores de instalação.

Premiado durante o evento, o presidente da British Gas para a América do Sul, Nelson Silva, frisou a importância do Brasil para o grupo britânico em termos de produção. “O país representa hoje pouco menos de 10% da produção total mundial da BG. Mas, no futuro, o Brasil vai ser responsável por quase 50% da produção total do grupo”, estimou Silva. “Será depois de 2020, em 2021 ou 2022”. Atualmente, a BG produz no país 50 mil barris por dia. Mundialmente, esse total sobe para aproximadamente 650 mil barris/dia. De acordo comSilva, a expectativa da companhia é atingir já em 2015 uma produção de 340 mil barris de óleo equivalente (BOE) por dia no Brasil.

Depois de arrematar dez blocos na 11ª Rodada de Licitações de Petróleo e Gás, a empresa optou por não participar da rodada seguinte, realizada no fim de novembro. Isso não quer dizer que a companhia esteja fechada a futuras licitações. “Se as condições forem atrativas para a BG, vamos considerar, sim, participar de novas rodadas”, enfatizou o presidente da BG para a América do Sul.

Entre 2013 e 2018, a BG planeja investir US$ 3 bilhões por ano em suas operações no país. “Esse investimento não inclui os blocos da 11ª Rodada”, diz Silva, acrescentando que estas novas áreas representam um investimento de mais longo prazo. A expectativa é de que—se tudo correr conforme o previsto— os novos campos entrem em operação num prazo de nove a dez anos.

São mais de um milhão de barris de capacidade instalada. Desses um milhão de barris, temos um pouco mais de 600 mil no Rio de Janeiro, o que vai ter efeito direto sobre os royalties, por exemplo” Graça Foster Presidente da Petrobras

Brasil na rota de centros de inovação da British Gas

O investimento da British Gas em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no país deverá alcançar um total entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões até 2025. Parte desse montante irá para um centro de tecnologia a ser inaugurado no Rio de Janeiro em 2014. “Isso torna o Brasil o centro mundial da companhia em tecnologia e inovação”, diz Nelson Silva, CEO da BG América do Sul. As inovações desenvolvidas nos novos laboratórios poderão ser exportadas para outros países onde a BG atua. No fimde setembro, a BG e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) assinaram um acordo de cooperação para P&D na área de energia. A parceria abrange estudos relacionados ao consumo de energia limpa para reduzir o efeito-estufa; ao desenvolvimento do uso do gás natural como combustível para transporte marítimo; e à melhoria das técnicas de engenharia para produção de gás natural; além da conversão de gás em matérias-primas para a indústria química.

Fonte: Brasil Econômico