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Petrobras pesquisa para produzir biocombustível de aviação no País

Publicado em 01 novembro 2011

Pesquisar o etanol celulósico do bagaço da cana, no qual o açúcar é fermentado e produz um etanol mais denso, consiste o acordo firmado entre a Petrobras e o Centro de Pesquisa Canavieira de Piracicaba (SP)

No momento, a produção do setor de cana totaliza apenas 600 milhões de toneladas por ano e para atender novas demandas a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) precisa ampliar em mais 150 milhões.

A necessidade de encontrar combustíveis produzidos dentro de conceitos tem levado as empresas aéreas e fabricantes de aviões a investir em novas fontes renováveis, com baixa poluição e emissão de carbono.

Desde o lançamento pela Embraer do pequeno avião Ipanema, muito utilizado no segmento de agribusiness, que utilizava motor abasteci do com etanol, agora a Airbus e a Boeing investem bastante em projetos para grandes aeronaves.

Há 2 anos a empresa brasileira se juntou às norte americanas General Electric e a Amyris para encontrar combustíveis renováveis direcionados ao abastecimento dos jatos que seriam vendidos à Azul Linhas Aéreas, utilizando motores GE a partir de 2012.

Da mesma forma se interessaram a GOL, TAM e TRIP, mentoras de uma parceria da. Embraer com a Boeing e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), montando um grupo de estudos de pesquisa e desenvolvimento de biocombustíveis para a aviação.

Com o intuito de produzir o farneseno, mistura de molécu las de carbono e álcool, para produzir querosene aeronáutico até 2020, a Amyris, juntamente com a Cosan, Bunge, Guarani e São Martinho, investiram US$ 5 bilhões, trabalhando 12 milhões de toneladas de cana-de-açúcar esmagada por ano.

O potencial do mercado trouxe ao Brasil a americana Amyris que iniciou a produção do farneseno, mistura de moléculas de carbono e álcool, para produzir querosene aeronáutico, com investimentos entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões até 2020.