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Pesquisas em astronomia desenvolvem pequenas empresas no país

Publicado em 01 março 2001

Dois importantes projetos em astronomia com a participação de pesquisadores brasileiros estão favorecendo o desenvolvimento de empresas nacionais de tecnologia. Um deles é o Projeto Soar (Southern Observatory for Astrophysical Research), resultado de acordo entre Brasil e EUA para construção de observatório para pesquisa em astrofísica na região de Cerro Pachon, no Chile. O Soar conta com investimento brasileiro da ordem de US$ 14 milhões dos quais US$4 milhões são de financiamento da Fapesp - e é gerenciado no país pela Equatorial Sistemas (São José dos Campos), responsável pelo desenvolvimento de controles eletrônicos dos mecanismos de abertura da cúpula do Observatório. A participação do Brasil no projeto também promove o desenvolvimento tecnológico de outras três empresas subcontratadas pela Equatorial: a Fibraforte (São José dos Campos), Santin (Piracicaba) e Metalúrgica Atlas (SP). Em outro projeto, o Observatório Pierre Auger de Raios Cósmicos, instalado em Mendonza, na Argentina, e mantido por 20 países, inclusive o Brasil, a empresa Alpina Equipamentos Industriais é responsável pela fabricação de 20 tanques de resina especial que detectam raios cosmicos. Para o Observatório, a Fapesp financiou US$ 1,6 milhão, num período de três anos, sendo que US$ 1 milhão para a compra de equipamentos. Para atingir excelência na produção de equipamentos para a área científica, estas e outras empresas tem diversificado suas atividades. E esse é um dos motivos que levaram a Fapesp a criar, em 97, o Programa de Inovação Tecnológica de Pequenas Empresas (Pipe). (Gerência de Comunicação da Fapesp/Assessoria de Imprensa) JC e-mail