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Gazeta de Piracicaba online

Pesquisadores falarão sobre Simulações Aplicadas

Publicado em 28 agosto 2018

Para expor à sociedade a importância dos resultados recentes obtidos pela equipe do Laboratório de Pesquisa em Mecanobiologia da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP/Unicamp), onde se realizam as Simulações Computacionais Aplicadas à Balística Florense, será realizada nesta sexta-feira (31), às 9 horas, palestra com o professor, pesquisador e doutor da FOP/Unicamp, Alexandre Rodrigues Freire, e o professor da Academia de Polícia Civil do Estado de São Paulo, Marcio Barhun.
Freire faz parte de uma equipe que é composta pelos professores-doutores, Felippe Bevilacqua Prado, Eduardo Daruge Júnior e Ana Cláudia Rossi. Eles utilizam o método dos elementos finitos para analisar o impacto de projétil de arma de fogo em diferentes ossos do crânio humano e descrevem a morfologia da ferida, assim como a mecânica da lesão de entrada produzida por este projétil.
No momento, a primeira etapa da linha de pesquisa foi concluída mostrando resultados muito promissores - a partir de casos não reais. É possível ver, por meio de imagens em 3D, uma alternativa para identificar que tipo projétil foi usado para matar a suposta vítima.
As pesquisas, realizadas nas dissertações de Mestrado e teses de Doutorado, descrevem a comparação de morfologias de orifícios de entrada causados por projeteis de calibres ponto 40, ponto 380 e nove milímetros. São calibres utilizados pelas Forças Armadas no Brasil.
A pesquisa inicial, sendo a dissertação de Mestrado do doutor Rodrigo Ivo Matoso, e orientada pelo professor-associado, Felippe Bevilacqua Prado, partiu da ideia de que era muito comum acontecer execuções em Roraima, em que o executor colocava a vítima de joelhos, atirava de uma distância de 10 a 15 centímetros, mas, muitas vezes, o crânio era encontrado, mas o projétil não.
Daruge Júnior disse que, nestes casos, o projétil ultrapassa o corpo e vai embora. Se não é localizado, fica difícil diagnosticar qual o calibre usado neste crime.
"Saber qual o tipo de projétil é muito importante para que depois de ter sido identificado o cadáver, e ter diagnosticado a causa da morte, no caso por arma de fogo, se existe um suspeito, é só fazer a comparação do que foi descoberto pelo nosso sistema com a arma do suspeito. Isso facilita que se chegue a esclarecimentos de crimes mais complexos", explicou.
Laboratórios
As áreas de Odontologia Legal e de Anatomia da FOP instalaram, recentemente, três laboratórios para o Ensino e Desenvolvimento de Pesquisas voltadas para o estudo da Antropologia e de Mecanobiologia: os Laboratórios de Antropologia Física Forense I e II professor doutor Eduardo Daruge (com financiamento Capes) e o Laboratório de Pesquisa em Mecanobiologia (com financiamento da Fapesp).
Neste último, vêm sendo desenvolvidos os recentes estudos de simulações computacionais de traumas produzidos por projéteis de armas de fogo, com o interesse de auxiliar os exames necroscópicos na determinação da causa da morte e o agente, instrumento ou meio que a produziu.
"Queremos mostrar que a universidade pode contribuir com a investigação policial", ressaltou Felippe Prado. Já Alexandre Freire acrescentou que a ferramenta "não tem objetivo de realizar a perícia, mas contribuir com a mesma através dessa linha de Pesquisa de Balística Forense". Os pesquisadores informaram que os três laboratórios de Estudos de Antropologia e Mecanobiologia estão vinculados ao Programa de Pós Graduação em Biologia Buco-Dental, coordenado atualmente pela professora-doutora, Ana Paula de Souza.
No Laboratório de Pesquisa em Mecanobiologia a equipe responsável já realizou estudos com simulações computacionais concluindo dissertações de Mestrado e teses de Doutorado, publicados em revistas científicas de alto impacto internacional nos grandes Centros de Pesquisa da área, como Estados Unidos e Austrália.
Elementos finitos
Para execução das pesquisas no Laboratório de Mecanobiologia utilizam-se softwares tanto para construção de geometrias em 3D de alta precisão quanto para realizar as simulações computacionais, na qual é empregado o método chamado "método dos elementos finitos".
De acordo com os pesquisadores, tal método é de grande importância na Engenharia e, neste caso, utilizado também para estudos aplicados à Balística Forense - disciplina, integrante da Criminalística, que estuda as armas de fogo, sua munição e os efeitos dos tiros por elas produzidos, sempre que tiverem uma relação direta ou indireta com infrações penais, visando esclarecer e provar sua ocorrência.
A garantia que o método funciona, segundo os professores, está em publicações recentes de artigo científicos, nas revistas científicas "Plos One", multidisciplinar publicada pela Public Library of Science (Estados Unidos), "Journal of Forensic Sciences", da Academia Americana de Ciências Forenses e publicadas pela editora Wiley-Blackwell, e a "Australian Journal of Forensic Sciences", da Academia Australiana de Ciências Forenses, publicada pela Editora Taylor & Francis.
A palestra, que terá como público-alvo policiais civis, peritos criminais, entre outros, vai contar com a presença do juiz da Vara de Execuções Criminais do Fórum de Piracicaba, Luiz Antonio Cunha. Segundo avaliação do magistrado, são programas de computador desenvolvidos pela área de Odontologia Legal, como identificação de corpos e desenvolvimento e segurança para a balística, que só vêm somar.
"É importante para que se tenha, sempre, uma objetividade na perícia, que ela traga clareza, pois se trata de uma prova pericial com a devida valoração no processo crime", declarou.

Para expor à sociedade a importância dos resultados recentes obtidos pela equipe do Laboratório de Pesquisa em Mecanobiologia da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP/Unicamp), onde se realizam as Simulações Computacionais Aplicadas à Balística Florense, será realizada nesta sexta-feira (31), às 9 horas, palestra com o professor, pesquisador e doutor da FOP/Unicamp, Alexandre Rodrigues Freire, e o professor da Academia de Polícia Civil do Estado de São Paulo, Marcio Barhun.

Freire faz parte de uma equipe que é composta pelos professores-doutores, Felippe Bevilacqua Prado, Eduardo Daruge Júnior e Ana Cláudia Rossi. Eles utilizam o método dos elementos finitos para analisar o impacto de projétil de arma de fogo em diferentes ossos do crânio humano e descrevem a morfologia da ferida, assim como a mecânica da lesão de entrada produzida por este projétil.

No momento, a primeira etapa da linha de pesquisa foi concluída mostrando resultados muito promissores - a partir de casos não reais. É possível ver, por meio de imagens em 3D, uma alternativa para identificar que tipo projétil foi usado para matar a suposta vítima.

As pesquisas, realizadas nas dissertações de Mestrado e teses de Doutorado, descrevem a comparação de morfologias de orifícios de entrada causados por projeteis de calibres ponto 40, ponto 380 e nove milímetros. São calibres utilizados pelas Forças Armadas no Brasil.

A pesquisa inicial, sendo a dissertação de Mestrado do doutor Rodrigo Ivo Matoso, e orientada pelo professor-associado, Felippe Bevilacqua Prado, partiu da ideia de que era muito comum acontecer execuções em Roraima, em que o executor colocava a vítima de joelhos, atirava de uma distância de 10 a 15 centímetros, mas, muitas vezes, o crânio era encontrado, mas o projétil não.

Daruge Júnior disse que, nestes casos, o projétil ultrapassa o corpo e vai embora. Se não é localizado, fica difícil diagnosticar qual o calibre usado neste crime.

"Saber qual o tipo de projétil é muito importante para que depois de ter sido identificado o cadáver, e ter diagnosticado a causa da morte, no caso por arma de fogo, se existe um suspeito, é só fazer a comparação do que foi descoberto pelo nosso sistema com a arma do suspeito. Isso facilita que se chegue a esclarecimentos de crimes mais complexos", explicou.

Laboratórios

As áreas de Odontologia Legal e de Anatomia da FOP instalaram, recentemente, três laboratórios para o Ensino e Desenvolvimento de Pesquisas voltadas para o estudo da Antropologia e de Mecanobiologia: os Laboratórios de Antropologia Física Forense I e II professor doutor Eduardo Daruge (com financiamento Capes) e o Laboratório de Pesquisa em Mecanobiologia (com financiamento da Fapesp).

Neste último, vêm sendo desenvolvidos os recentes estudos de simulações computacionais de traumas produzidos por projéteis de armas de fogo, com o interesse de auxiliar os exames necroscópicos na determinação da causa da morte e o agente, instrumento ou meio que a produziu.

"Queremos mostrar que a universidade pode contribuir com a investigação policial", ressaltou Felippe Prado. Já Alexandre Freire acrescentou que a ferramenta "não tem objetivo de realizar a perícia, mas contribuir com a mesma através dessa linha de Pesquisa de Balística Forense". Os pesquisadores informaram que os três laboratórios de Estudos de Antropologia e Mecanobiologia estão vinculados ao Programa de Pós Graduação em Biologia Buco-Dental, coordenado atualmente pela professora-doutora, Ana Paula de Souza.

No Laboratório de Pesquisa em Mecanobiologia a equipe responsável já realizou estudos com simulações computacionais concluindo dissertações de Mestrado e teses de Doutorado, publicados em revistas científicas de alto impacto internacional nos grandes Centros de Pesquisa da área, como Estados Unidos e Austrália.

Elementos finitos

Para execução das pesquisas no Laboratório de Mecanobiologia utilizam-se softwares tanto para construção de geometrias em 3D de alta precisão quanto para realizar as simulações computacionais, na qual é empregado o método chamado "método dos elementos finitos".

De acordo com os pesquisadores, tal método é de grande importância na Engenharia e, neste caso, utilizado também para estudos aplicados à Balística Forense - disciplina, integrante da Criminalística, que estuda as armas de fogo, sua munição e os efeitos dos tiros por elas produzidos, sempre que tiverem uma relação direta ou indireta com infrações penais, visando esclarecer e provar sua ocorrência.

A garantia que o método funciona, segundo os professores, está em publicações recentes de artigo científicos, nas revistas científicas "Plos One", multidisciplinar publicada pela Public Library of Science (Estados Unidos), "Journal of Forensic Sciences", da Academia Americana de Ciências Forenses e publicadas pela editora Wiley-Blackwell, e a "Australian Journal of Forensic Sciences", da Academia Australiana de Ciências Forenses, publicada pela Editora Taylor & Francis.

A palestra, que terá como público-alvo policiais civis, peritos criminais, entre outros, vai contar com a presença do juiz da Vara de Execuções Criminais do Fórum de Piracicaba, Luiz Antonio Cunha. Segundo avaliação do magistrado, são programas de computador desenvolvidos pela área de Odontologia Legal, como identificação de corpos e desenvolvimento e segurança para a balística, que só vêm somar.

"É importante para que se tenha, sempre, uma objetividade na perícia, que ela traga clareza, pois se trata de uma prova pericial com a devida valoração no processo crime", declarou.