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Pesquisadores estudam um novo remédio contra malária

Publicado em 12 julho 2018

Pesquisadores brasileiros estudam uma nova molécula sintetizada que pode fazer com que seja desenvolvido em alguns anos um novo medicamento contra a malária no país. Mesmo que a droga ainda não tenha sido produzida, os pesquisadores chegaram em resultados positivos com o estudo dessa molécula.

Durante os testes, os pesquisadores observaram que a molécula é capaz de matar o parasita, que vem sendo resistente aos medicamentos atuais usados no tratamento contra a malária.

A molécula

Os testes demonstraram que a molécula, pertence a classe das marinoquinolinas, mostrando seletividade e baixa toxicidade, atuando no parasita - o protozoário causador da malária - e não em outras células do hospedeiro. Ela foi desenvolvida no Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar) – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) financiado pela Fapesp. O estudo também recebeu apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Instituto Serrapilheira.

Durante o processo de pesquisa e estudo, os pesquisadores começaram a observar que, além disso, essa molécula também tinha outra vantagem: essa molécula não só matava essa forma [de parasita] que estava no sangue, como matava também a forma que estava no fígado.

A malária

A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. Segundo o Ministério da Saúde, qualquer pessoa pode contrair malária, mas a cura é possível se a doença for tratada em tempo oportuno e de forma adequada. Contudo, a malária pode evoluir para forma grave e para óbito.

Os sintomas geralmente associados à malária são febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça, que podem ocorrer de forma cíclica. Muitas pessoas sentem náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite.

A doença mata, atualmente, cerca de 445 mil pessoas a cada ano, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). A maior parte das mortes ocorre na África e do total das vítimas, 75% são crianças.

Agência Brasil