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Rádio Nacional de Brasília

Pesquisadores estudam substância que acelera cicatrização

Publicado em 17 julho 2018

Curativo é feito da proteína do abacaxi

O Brasil Rural desta terça-feira (17) conversou com a professora e pesquisadora da Universidade de Sorocaba (UnisoAngela Jozala sobre o estudo de um curativo feito da proteína do abacaxi.

Esse curativo tem um alto poder cicatrizante. Segundo Angela, são dois grupos de pesquisa, um na Uniso e o outro na Unicamp.

"Aqui em Sorocoba, no Laboratório de Microbiologia Industrial e Processos Fermentativos, nós desenvolvemos a nanocelulose bacteriana que vai ser a base desse curativo. Já o grupo de pesquisa da Universidade Estadual de Campinas, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, trabalha há 10 anos com a extração da bromelina da casca do abacaxi. Essa proteína é muito instável, oxida muito rápido. Então a busca foi primeiramente para tentar estabilizar essa proteína. Aí veio a ideia de juntar com a nanocelulose bacteriana e percebemos que, além de conferir maior estabilidade, conseguimos observar um ganho de atividade antimicrobiana", explica Angela.

Ela afirmou que os pesquisadores estão em fase laboratorial e precisam iniciar os ensaios clínicos, para comprovar a efetividade em humanos. Também é necessário resolver a parte burocrática e elaborar a melhor embalagem para o produto, que será uma bandagem.

Na entrevista, a pesquisadora alerta para que as pessoas não tomem o suco indiscriminadamente ou passe a bebida pelo corpo, já que não terá esse efeito cicatrizante. Além de estar em alta concentração, a proteína também não será absorvida pela pele nessa quantidade.