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G1

Pesquisadores estudam melhorar a genética da tilápia

Publicado em 11 março 2018

A tilápia é um dos peixes mais consumidos no Brasil. Grande parte do que é produzido no país sai de São Paulo. Um dos principais centros de criação fica na região Noroeste do Estado.

É nas águas do Rio Tietê, em Santa Clara d’Oeste (SP), que pesquisadores colocam em prática um programa de melhoramento genético.

A área usada como base dos estudos pertence a uma empresa que produz 300 toneladas de peixe por mês em 392 tanques-rede.

O professor e pesquisador José Fernando Garcia diz que a aquicultura vive um momento de grande expansão e que, agora, precisa de um investimento em genética para ter um desempenho melhor.

A pesquisa vai custar R$ 1 milhão e deve durar dois anos. O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O objetivo é fazer com que as tilápias ganhem mais rendimento de filé e sejam mais resistentes a doenças.

Um chip de identificação é usado para monitorar os peixes até o momento do abate. Os pesquisadores também retiram parte da nadadeira. O material será usado futuramente para comparar com o de outras tilápias.

As amostras de DNA estão sendo coletadas em várias linhagens de tilápia-do-nilo no Brasil e em outros três países: Egito, Sudão e Estados Unidos.

Samuel Carvalho, que é gerente industrial de um dos frigoríficos da região, conta que o melhoramento genético é muito importante para a indústria. Ele explica que, após esse trabalho, a quantidade de matéria-prima para processar vai diminuir e, ao mesmo tempo, a produção de filé vai crescer.