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Pesquisadores eslovenos buscam parcerias no Brasil

Publicado em 20 junho 2012

São Paulo – Com o objetivo de buscar novas parcerias na área científica, representantes do governo e do setor empresarial da Eslovênia estiveram na sede da FAPESP na segunda-feira (18) para apresentar alguns dos principais projetos desenvolvidos nos centros de pesquisa e nas indústrias do país.

“Já temos cooperações entre pesquisadores brasileiros e eslovenos. São 11 projetos bilaterais no momento. Mas, consideradas as competências das duas nações e a força e o tamanho do Brasil, acreditamos que podemos fazer bem mais do que isso”, disse Borut Rončevič, diretor-geral da Direção do Ensino Superior e Ciência da Eslovênia, à Agência FAPESP.

A delegação eslovena apresentou projetos desenvolvidos no país em áreas como nanotecnologia, bioenergia, tecnologia de materiais, engenharia espacial e aeronáutica, telecomunicações, meio ambiente, biotecnologia e farmacêutica. “Mostramos vários exemplos de inovações que poderiam ser desenvolvidas com parceiros brasileiros”, disse Rončevič.

De acordo com Edvin Skrt, ministro conselheiro da Embaixada da Eslovênia no Brasil, há muitas áreas de interesse comuns entre os dois países, mas foram selecionadas para a apresentação as que consideraram estratégicas para o Estado de São Paulo.

“Os dois países estabeleceram relações diplomáticas há 20 anos e, agora, chegou o momento de dar um passo adiante e estabelecer projetos concretos de cooperação nas áreas científica e industrial”, disse Skrt.

Ao término das apresentações, Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, disse haver muitas oportunidades de interação entre cientistas paulistas e eslovenos. “Financiamos grandes centros de pesquisa em áreas mencionadas nas apresentações, como câncer, célula-tronco, tecnologia dos materiais e fotônica”, disse.

Segundo Brito Cruz, um possível caminho para estimular parcerias seria a FAPESP firmar acordos com agências de fomento à pesquisa da Eslovênia. “Dessa forma, podemos tanto ter projetos de pesquisa em comum como um intercâmbio de pesquisadores que atuam em áreas similares”, disse.