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Pesquisadores elaboram novo mapa de ameaça sísmica do Brasil

Publicado em 21 julho 2017

Pesquisadores do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP), em colaboração com colegas das universidades Estadual Paulista (Unesp), campus de Rio Claro, da Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), de Brasília (UnB), do Observatório Nacional e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), do Rio de Janeiro, estão elaborando um novo mapa de ameaça sísmica do Brasil.

A versão preliminar do levantamento foi apresentada por Marcelo Sousa de Assumpção, professor do IAG e um dos coordenadores da Rede Sismográfica Brasileira, em palestra sobre tremores de terra no Brasil em palestra na quarta-feira (19/07) durante a 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Com o tema “Inovação – Diversidade – Transformações”, o evento, que ocorre até sábado (22/07) no campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), reúne pesquisadores do Brasil e do exterior e gestores do sistema nacional de ciência e tecnologia.

"A ameaça sísmica no Brasil é relativamente baixa em comparação com outros países da América do Sul, como o Chile e o Peru, porque o país está localizado em uma região estável, de terrenos muito antigos e no interior de placa tectônica", disse Assumpção.

"Mas o Brasil também registra com uma certa frequência tremores de baixa e média intensidade cujas consequências podem ser drásticas dependendo da região onde acontecerem", ponderou o pesquisador, que realiza um Projeto Temático apoiado pela FAPESP .

Um exemplo recente nesse sentido, segundo o pesquisador, foi a série de tremores de magnitude entre 2,01 e 2,55 que ocorreram em Mariana (MG) três dias antes do rompimento da barragem do Fundão, pertencente à Samarco, que resultou no maior desastre ambiental no país.

Agência Fapesp