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G1

Pesquisadores do mundo todo trabalham para encontrar remédio eficaz contra o novo coronavírus

Publicado em 22 março 2020

É uma corrida desigual. Enquanto o vírus se multiplica rapidamente, os cientistas precisam de tempo para testar os remédios. Pesquisadores do mundo todo estão na briga contra o relógio. O primeiro passo para achar o tratamento certo é entender direito como o vírus se comporta quando está dentro do nosso corpo.

A maioria das pessoas diagnosticadas com Covid-19 tem só sintomas leves. Isso acontece porque, quando o vírus entra na gente, nosso corpo percebe e contra-ataca produzindo anticorpos. Só que nem sempre isso é suficiente. Quando ganha a corrida, o vírus de certa forma "escraviza" as nossas células para se reproduzir.

Mais de 200 testes de medicamentos já estão feitos em várias partes do mundo - e boa parte dos remédios que estão sendo testados já existem. É que eles foram desenvolvidos pra serem usados no tratamento de outras doenças, como ebola, aids, câncer e artrite - mas podem funcionar também para pacientes diagnosticados com a Covid-19.

Um dos mais promissores até agora é um remédio japonês para gripe. Os pacientes que receberam o remédio eliminaram o vírus em média quatro dias depois de contraí-lo, enquanto os que não foram medicados levaram onze.

Outro estudo feito na França utilizou hidroxicloroquina. Apesar dos alertas dos especialistas sobre a eficácia do tratamento, houve uma corrida às farmácias atrás do remédio - e quem precisa dele regularmente, ficou sem. A partir de agora, a hidroxicloroquina só poderá ser comprada com receita médica.
Embora seja difícil falar em prazo, os pesquisadores continuam em busca de um remédio "para ontem". Já a vacina deve demorar pelo menos um ano e meio. Num mundo em que, dia após dia, fronteiras se fecham, a ciência tem passe livre pra unir nações num esforço comum.