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Pesquisadores desenvolvem primeiro motor do tamanho de uma molécula

Publicado em 06 setembro 2011


Agência Fapesp  - Um grupo de pesquisadores da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, desenvolveu o primeiro motor do tamanho de uma única molécula movido a eletricidade. A novidade foi publicada neste domingo (04), na revista Nature Nanotechnology.

Motores microscópicos como esse são considerados de grande potencial para utilização na fabricação de dispositivos para as mais variadas aplicações, da engenharia à medicina.

 
O novo motor mede apenas 1 nanômetro de comprimento, isto é, seria preciso 1 bilhão deles enfileirados para chegar a 1 metro. Trata-se de um grande feito, pois até então o menor motor do tipo tinha 200 nanômetros de comprimento.

“Tem havido um progresso significativo na construção de motores moleculares movidos a luz e por reações químicas, mas essa é a primeira vez que um motor molecular movido a eletricidade é demonstrado. Fomos capazes de demonstrar que podemos fornecer eletricidade a uma única molécula e conseguir com que ela execute algo que não seja aleatório”, disse Charles Sykes, um dos autores do estudo.

O grupo pretende submeter o novo motor aos editores do Guinness World Records.

Sykes e colegas foram controlaram e observaram o motor molecular com eletricidade com a ajuda de um microscópio de tunelamento LM-STM, que opera em baixas temperaturas. O equipamento emprega elétrons no lugar da luz para “ver” moléculas.

O grupo usou a ponta metálica do microscópio para fornecer uma carga elétrica em uma molécula de sulfeto de metil-butila posicionada sobre uma superfície de cobre. A molécula tem átomos de carbono e hidrogênio que formam uma estrutura com dois braços, com quatro carbonos de um lado e um do outro.

Os cientistas verificaram que, ao controlar a temperatura da molécula, controlavam também sua rotação. Temperaturas em torno de 267 ºC negativos se mostraram ideais para observar o funcionamento do motor molecular.

Para o futuro, o desafio será fazer com que o motor molecular opera em temperaturas mais elevadas.