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Pesquisadores desenvolvem novo tipo de material na forma de nanotubos

Publicado em 28 junho 2017

Nos últimos anos, uma categoria de materiais começou a despertar o interesse de pesquisadores por sua flexibilidade e diversidade de aplicações como catalisadores, sensores e transportadores de fármacos. São os hidróxidos duplos lamelares (HDL) – materiais formados pelo empilhamento de camadas metálicas com cátions divalentes e trivalentes (íons com carga positiva, capazes de doar dois e três elétrons, respectivamente, quando se ligam a outros átomos), alternadas com camadas de íons com carga negativa (ânions).

Um grupo de pesquisadores dos Institutos de Física e de Química da Universidade de São Paulo (USP), em colaboração com colegas da Universidade de Leuven (KU Leuven), da Bélgica, estruturou esse material na forma de nanotubos – folhas do material enroladas de modo a formar uma peça cilíndrica como um canudo de refrigerante com diâmetro equivalente à bilionésima parte do metro.

Com isso, conseguiram aumentar a área superficial do material ao dotá-lo de pequenos poros cilíndricos e ocos. Esses poros são capazes de abrigar diversos elementos e estruturas químicas e, por conseguinte, podem ser utilizados para conferir propriedades extras ao material.

Resultado de um projeto apoiado pela FAPESP na modalidade Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes, o estudo foi publicado em uma edição especial da revista Chemical Communications, da Royal Society of Chemistry.

A publicação, intitulada “Emerging investigators issue 2017”, apresenta pesquisas realizadas por pesquisadores internacionais, em estágios iniciais de suas carreiras e que têm feito contribuições significativas em seus respectivos campos de estudos.Entre eles está Danilo Mustafa, professor do Departamento de Física dos Materiais e Mecânica do IF-USP, responsável pela pesquisa e orientador do primeiro autor do artigo, o estudante de doutorado Alysson Ferreira de Morais.

“O convite para divulgar os resultados da minha pesquisa nessa publicação representa o reconhecimento internacional do trabalho que venho desenvolvendo durante minha carreira científica e, especialmente, desse estudo que comecei a realizar em 2013, durante meu pós-doutorado, quando fiz um estágio de pesquisa na KU Leuven por meio de uma Bolsa concedida pela FAPESP”, disse Mustafa à Agência FAPESP.

Agência Fapesp