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Pesquisadores debatem online o acesso à informação científic

Publicado em 13 setembro 2005

Por Da redação (editorultimosegundo@ig.com.br)

Pesquisadores de todo o Brasil vão discutir nesta terça-feira, em videoconferência pela internet, a necessidade de democratização do acesso à informação científica para acelerar o desenvolvimento. A 1ª Conferência Virtual de Acesso Livre à Informação Científica é promovida pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), em conjunto com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciência (ABC). O debate será realizado das 15h às 18h.
Segundo o Ibict, com o advento da internet uma nova modalidade de publicação de artigos científicos tem crescido, com a utilização de repositórios de acesso livre e de softwares de código aberto. Por conta disso, os objetivos da conferência são "discutir novos caminhos para a circulação da informação científica, sensibilizar pesquisadores, agências de fomento e instituições para a importância dos repositórios de acesso livre e divulgar o manifesto brasileiro de apoio ao acesso livre à informação científica".
Estarão presentes na videoconferência Marcelo Lopes, secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Ênio Candotti, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Rogério Meneghini, da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Helio Kuramoto, coordenador de Projetos Especiais do Ibict, e Emir Suaiden, diretor do instituto. Sely Maria de Souza Costa, da Universidade de Brasília (UnB), falará sobre o cenário mundial da informação científica.
De acordo com o Ibict, em 2005 o Brasil gastou cerca de US$ 30 milhões com assinaturas de periódicos científicos. Somente os pesquisadores ligados a instituições que podem arcar com as despesas têm acesso a esses periódicos, a maioria concentrada na região Sudeste do país.
A videoconferência será transmitida pela internet a partir do ponto de presença da Rede Nacional de Pesquisas (RNP) em Brasília. Poderão ser feitas perguntas on-line ou pelo correio eletrônico. Os interessados também poderão acompanhar o evento ao vivo, em Brasília, ou em salas montadas em São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis e Fortaleza.

Informações da Agência FAPESP