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Agência Minas

Pesquisadores de INCTs de todo o país reúnem-se em BH

Publicado em 03 dezembro 2009

Pesquisadores de todo o país reúnem-se nesta quinta (3) e sexta-feira (4) em Belo Horizonte, no auditório da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) , para darem início aos trabalhos do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) em Interações Planta-Praga. O INCT, que envolve universidades de todo o país, é coordenado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Ele visa a atender à necessidade de se avançar no conhecimento científico sobre as interações entre plantas e pragas relevantes para a agricultura brasileira, investigando os mecanismos relacionados à resposta das plantas às ações de pragas, como resistência ou o desenvolvimento de doenças.

Na abertura do evento, o presidente da Fapemig, Mario Neto Borges, falou aos participantes, ressaltando a importância de que os INCTs busquem estabelecer parcerias com o setor empresarial. Existe uma expectativa muito grande da interação dos INCTs com o setor empresarial. Bons exemplos são os recentes editais lançados pela Fapemig. Houve, por exemplo, parcerias inéditas com a Fiat, com a Whirpool e em breve assinaremos com a Vale. Apenas a interação entre academia e setor empresarial pode gerar desenvolvimento em Ciência, Tecnologia e Inovação. É muito importante que os INCT´S tenham esta visão, disse Borges.

A programação do evento inclui a apresentação geral do INCT em Interações Planta-Praga e a apresentação de cada um dos cinco grupos de pesquisa que o formam. É a nossa primeira reunião oficial e registra o início de nossas atividades. Este workshop inaugural tem como objetivo principal intensificar a interação e a colaboração entre os grupos envolvidos, além disto, será um espaço para discutirmos possibilidades de captação de recursos externos, explicou a coordenadora geral do INCT, Elizabeth Fontes, da UFV. Nosso INCT foi estruturado com pesquisadores de universidades, institutos de pesquisa e com a Embrapa. Com isto, teremos o potencial de gerar produtos que possam ser aproveitados pelo setor empresarial, completou o vice-coordenador, Francisco Murilo Zerbibi.

Os INCTs

Além do INCT em Interações Planta- Praga, Minas Gerais possui outros 12 institutos. Eles congregam universidades e centros de pesquisas em atividades voltadas para áreas específicas do conhecimento, como, por exemplo, o desenvolvimento de vacinas e a gestão em segurança pública. O objetivo principal é incentivar a pesquisa, a formação de recursos humanos e a transferência de tecnologia, agindo de forma estratégica no sistema nacional de CT. Em todo o país, outros 110 institutos estão em ação.

Os INCTs são resultado de um programa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) que, com recursos próprios e de parceiros, destinará R$581 milhões a grupos de pesquisa em todo o país. A Fapemig é um dos parceiros, contribuindo com R$36 milhões para os institutos mineiros. É o segundo maior aporte de recursos estaduais para o programa, sendo superado apenas pelos investimentos da Fapesp, de São Paulo, disse o presidente da Fapemig, Mario Neto Borges.

Além dos R$36 milhões da Fapemig, os INCTs mineiros receberão, ao todo, R$72 milhões. As áreas de conhecimento contempladas abrangem setores estratégicos para o Estado, como o agronegócio e a tecnologia da informação. Os Institutos são frutos da articulação de investimentos federais e estaduais. Isso significa potencializar os recursos e focar em prioridades regionais e estaduais sem perder o foco científico nacional. Uma experiência pioneira e brilhante do MCT e do CNPq, ressaltou Borges.