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Pesquisadores da USP Ribeirão estudam tratamento de câncer de pele com corrente elétrica

Publicado em 27 setembro 2017

Pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FCFRP/USP) estão testando em camundongos a técnica que associa corrente elétrica de baixa intensidade com medicamentos para o tratamento de câncer de pele. Resultados preliminares do estudo foram apresentados nos Estados Unidos, durante a FAPESP Week Nebraska-Texas, realizada na semana passada.

No estudo, os pesquisadores pretendem fazer com que os medicamentos utilizados no tratamento se concentrem na região abaixo da camada mais fina da pele – o estrato córneo – que necessita da terapia, evitando que se chegue ao sangue do paciente.

Os pesquisadores induziram nos animais a formação de um tumor do tipo carcinoma de células escamosas – um dos tipos mais frequentes de câncer de pele – por meio de uma injeção subcutânea de células tumorais humanas que superexpressam o gene EGFR (receptor do fator de crescimento epidérmico, na sigla em inglês).

Parte dos roedores recebeu a formulação no tumor por meio de injeções subcutâneas e parte por aplicação pelas correntes elétricas. O grupo que recebeu a formulação associada as correntes apresentou uma redução tumoral significativamente maior do que o que recebeu por via injetável.

“Além de reduzir o tamanho do tumor, o tratamento tópico o deixou menos agressivo. Acreditamos que esse método associado à iontoforese permite que o fármaco se disperse por toda a área tumoral, enquanto na aplicação subcutânea ele fica concentrado em um só local” relatou a professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP-USP), Renata Fonseca Lopez.

Porém, Renata aponta que um dos desafios para esse tipo de tratamento é fazer com que o medicamento consiga atravessar a camada mais superficial da pele, composta basicamente de células mortas, já que ela explica que, embora essa seja uma importante barreira contra a entrada de microrganismos, também dificulta a penetração dos remédios.

Com informações Agência Fapesp