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Unisanta - Universidade Santa Cecília

Pesquisadores da USP entregam à Unisanta microscópio avançado, financiado pela FAPESP, para pesquisa de uso terapêutico de plantas

Publicado em 26 março 2012

Por Christian Miranda

Por conta de um projeto aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), a Universidade Santa Cecília (Unisanta) receberá, na segunda-feira, dia 26, às 11 horas, a visita de pesquisadores da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (ESALQ), da Universidade de São Paulo, os quais entregarão à Unisanta um estereomicroscópio de última geração a ser utilizado nas pesquisas.

O projeto temático "Estudos morfoanatômicos, metabolômicos e moleculares como subsídios à sistemática de espécies de Asteraceae e acesso ao seu potencial farmacológico" tem por objetivo investigar aspectos anatômicos, químicos e moleculares de um grupo de plantas.

A pesquisa envolve pesquisadores da Unisanta e de três unidades da USP: a ESALQ, que fará os estudos anatômicos, a USP de Ribeirão Preto, responsável pelos estudos químicos metabolônicos e a USP de São Paulo em conjunto com a Unisanta responderão pelos estudos morfológicos e moleculares.

A coordenação geral é a professora doutora Beatriz Apezzato-da-Glória, da ESALQ. Participam da equipe de estudos moleculares os professores doutores José Rubens Pirani e Benoit Loeuille, da USP - SP, e a professora doutora Mara Magenta, da Unisanta.

Sobre a pesquisa

A modalidade Projetos Temáticos é oferecida pela FAPESP para apoiar propostas com objetivos suficientemente ousados, o que justifica a duração de até quatro anos. Tais projetos visam à obtenção de resultados científicos ou tecnológicos de elevado impacto para o avanço da fronteira do conhecimento.

O projeto temático em estudo está organizado em três subprojetos que têm como meta principal ampliar os conhecimentos morfoanatômicos e metabolômicos das Asteraceae para aplicá-los, juntamente com dados moleculares, em estudos filogenéticos (que traçam relações evolutivas de um grupo de organismos) de dois importantes grupos de plantas da família do girassol (tribos Heliantheae e Vernonieae). Outro objetivo é levantar o potencial farmacológico das espécies escolhidas através de ensaios anti-inflamatórios in vitro.

A doutora Mara ressalta que muitas das espécies escolhidas são endêmicas, ocorrentes em áreas de Cerrado, várias com risco de serem extintas antes mesmo da realização de estudos biológicos, químicos e moleculares.

"A busca de novas entidades químicas em plantas de importantes biomas brasileiros como o Cerrado, para o uso na terapêutica, pode contribuir para a sustentabilidade do país, podendo gerar renda em pequenas comunidades de regiões pouco favorecidas onde crescem e se desenvolvem as espécies previstas no presente projeto", afirma o professor doutor Fernando Costa, da equipe da USP Ribeirão Preto.