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Pesquisadores da Unesp participam de aliança global em bioeconomia

Publicado em 09 outubro 2019

A programação do 3º Simpósio Aliança Global em Bioeconomia, que reuniu mais de 90 pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade de Queensland, da Austrália, e Technical University of Munich, da Alemanha, foi encerrada na última sexta-feira (4) com uma visita ao Parque Tecnológico de São José dos Campos, no interior de São Paulo.

“A ideia foi reunir pessoas para discutir os desafios na área de bioeconomia e procurar soluções para essas questões”, explica o pesquisador Volker Sieber, que chefiou a delegação da universidade alemã. “O processo leva alguns dias, pois é preciso saber o que outras pessoas estão fazendo. Porém, no fim de uma semana, acho que fomos muito bem”, completa.

No encontro que promoveu uma imersão de pesquisadores na cidade de Ubatuba, no litoral do Estado, uma das atividades propôs a definição de cerca de dez desafios globais. Com base nas experiências profissionais, cada grupo apontou de que forma poderia contribuir e qual tipo de ajuda precisaria, tendo em vista as tarefas propostas.

Colaborações

A pesquisadora Ana Paula Jacobus, pós-doutora do Instituto de Bioenergia (IPBEN) de Rio Claro, da Unesp, estabeleceu contatos com pesquisadores da área de bioinformática da Universidade de Queensland para a melhoria das leveduras usadas pela indústria do bioetanol.

“Nosso trabalho é em genética e genômica e essas pesquisas geram bancos de dados imensos. Encontramos entre os colegas australianos especialistas bioinformáticos que podem nos ajudar”, ressalta a pesquisadora.

“Já na Alemanha, temos colegas que fazem abordagens para entender o que acontece dentro das células, o que não conseguimos fazer porque não temos essa expertise”, acrescenta a pesquisadora, que recebe uma bolsa Jovem Pesquisador vinculada ao programa BIOEN, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e cujo projeto envolve melhorias no processo de obtenção do etanol de 2ª geração.

Desafios globais

Para o chefe da delegação australiana, professor Robert Henry, a reunião de repertórios é o ponto central do encontro e a forma mais eficaz de atacar desafios globais. “Desenvolver novos produtos em bioeconomia é extremamente desafiador e exige muito conhecimento”, afirma o diretor da Queensland Alliance for Agriculture and Food Innovation, uma parceria entre a universidade australiana e outros quatro centros de pesquisa estatais que atuam em diversas áreas da bioeconomia.

O pesquisador elogiou a capacidade que o encontro teve de desenvolver parcerias valiosas e apontou para o crescimento da aliança. “Acredito que o projeto crescerá ainda mais e que outros países aderirão à iniciativa. Acho que estamos no começo de algo grande”, aponta.

A próxima edição do simpósio está marcada para 2020, em Munique, na Alemanha.

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