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Sinquisp - Sindicato dos Químicos, Químicos Industriais e Engenheiros Químicos do Estado de São Paulo

Pesquisadores criam sensor que indica degradação química de obras de arte

Publicado em 06 janeiro 2012

Lugares fechados e úmidos, além de frequente exposição e visitação são alguns dos fatores que mais degradam obras de arte em museus e outros espaços culturais.

Pensando nisso, pesquisadores da Universidade de São Paulo - USP desenvolveram um sensor que é capaz de avaliar possíveis danos de degradação química em peças culturais do patrimônio público.

Apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP e realizado por pesquisadores da Escola de Artes, Ciências e Humanidades - EACH da USP, o dispositivo é capaz de medir simultaneamente a temperatura, umidade, iluminação e os níveis de poluição interna dos museus de áreas urbanas, além do grau de deterioração das resinas usadas ao longo do tempo.

Com auxílio indispensável do Instituto de Química da Universidade de São Paulo, liderado pela professora Dalva Lúcia Araújo de Faria que, junto ao pós-doutorando Carlos Antonio Neves, os pesquisadores realizaram as análises através tanto da química analítica como por meio de habilidades em eletrônica e microprocessamento.

Automático e medindo as alterações físico-químicas causadas pelas condições ambientais de museus nos materiais orgânicos que compõem as obras de arte, o sensor possui pequenos cristais de quartzo que vibram a frequências muito elevadas, de 10 MHz.

Para a análise, é depositada uma fina camada de verniz sobre os cristais de quartzo com o aparelho colocado no ambiente onde se pretende monitorar. Assim, os cristais captam as transformações do material no ambiente, que são registradas e gravadas em uma memória do sistema eletrônico do aparelho.

O sistema já foi, com sucesso, testado no Museu Paulista e na Pinacoteca do Estado, ambos localizados na capital paulista.