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CBN Notícias (Vitória, ES)

Pesquisadores confirmam morte de animais no ES por febre do nilo

Publicado em 27 julho 2018

O primeiro isolamento em equinos foi em uma fazenda do município de São Mateus, no Norte do Espírito Santo

Pesquisadores do Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém, anunciaram ter feito o primeiro isolamento em equinos de uma fazenda do município de São Mateus, no Espírito Santo, mortos por encefalite causada pelo vírus do Nilo Ocidental. A hipótese principal de origem do vírus, segundo o pesquisador do Instituto Evandro Chagas, o virologista Pedro Fernando de Costa Vasconcelos, é de que seja originário dos Estados Unidos e tenha chegado ao Brasil através de aves migratórias. A Febre do Nilo é uma doença viral que acomete vários animais e também humanos. A transmissão ocorre pela picada de mosquito. Humanos e equídeos não são capazes de infectar os mosquitos responsáveis pela transmissão da doença. Humanos e equídeos não transmitem a doença entre si, nem passam de um para o outro.

Segundo o gerente de defesa sanitária animal do Idaf, Fabiano Fiuza Rangel: “A ocorrência de febre do Nilo em equídeo não enseja nenhum tipo de restrição comercial, de trânsito ou de sacrifício do animal, conforme nota técnica emitida pelo Ministério da Agricultura. A doença no cavalo é terminal, ou seja, ele não replica o vírus, não transmite para outro animal. Com o primeiro caso de febre do Nilo registrado em equídeo, o Idaf aumentou a vigilância para a doença, ampliando as análises de sintomatologia neurológica identificada em animais. Além da identificação da raiva, que é feita de forma rotineira, o material coletado também é enviado, pela Secretaria Estadual de Saúde, para diagnóstico de outras encefalias”.

Procurada, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou, por meio de nota, que: A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em parceria com o Idaf, mantém o trabalho de investigação epidemiológica nos municípios onde houve notificação, acompanhando as propriedades, verificando novas ocorrências, assim como realizando a vigilância em relação a mortalidade de aves silvestres, entre outras ações. Como se trata de uma zoonose, ou seja, a doença pode ser transmitida aos seres humanos, a Sesa tem acompanhado o caso, juntamente com o Idaf. Dessa forma, caso haja ocorrência em humanos, o diagnóstico e o tratamento poderão ser feitos em tempo oportuno. Não há registro da doença em humanos no Espírito Santo. No Brasil, o Piauí foi o primeiro estado a registrar um caso da doença, em 2014.

O áudio está disponível no link abaixo.