Notícia

Central das Notícias

Pesquisadores brasileiros produzem coronavírus em laboratório! (114 notícias)

Publicado em 06 de março de 2020

Revista Piauí Ciclo Vivo Mundo Lusíada Jornal Floripa Jornal Floripa FAPESQ - Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba Cenário MT Conexão Tocantins Portal R3 Jornal da USP online Brasil 247 Jornal GGN O Imparcial (Presidente Prudente, SP) online Alô Tatuapé LabNetwork DCM - Diário do Centro do Mundo O Estado (MS) online Jornal da Ciência online Colider News Conexão Planeta eCycle Ciência na rua Vale do Piancó Noticias Jornal da Franca Panorama Farmacêutico Regional Press O Mundo do Biomédico RM Consult Revista Piauí online Litoral Hoje Jornais Virtuais Aum Magic Universo Racionalista Revista Fórum online CBN Notícias (Vitória, ES) Voce Gosta da Resenha! Mix Vale Portal Neo Mondo TV Cariri Notivagos Rápido no Ar Saber Atualizado Rádio Studio 87.7 FM Piauí Noticias Portal G1 News Cassilândia Notícias Cidade Azul Notícias Cidade Azul Notícias Pfarma Guarantã News SP Agora Liberdades Portal da Enfermagem Tudo Sobre Ciência e Tecnologia No Amazonas é assim Tech Na Net Tech Na Net Jornal Tribuna Livre online Head Topics (Brasil) Dica do tio Rede TVTEC Silvani Notícias (G1 Notícias) O Diário de Mogi Brasil CT&I Farol da Bahia O Estado de Mato Grosso Online Vale São Patrício Blog Saúde e Dicas Wiy Solutions Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo Guajara Hoje Regional MT News O Antagonista O Antagonista Rádio Top Samba Blog M2Farma Santa Luzia Net Fronteira MS Conflitos e Guerras Rádio Vida Fm Gospel Ponto E Litoral FM Santos 91.7 Reporte Energía (Bolívia)

Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) conseguiram isolar e cultivar em laboratório o coronavírus SARS-CoV-2 obtido dos dois primeiros pacientes brasileiros diagnosticados com a doença no Hospital Israelita Albert Einstein.

Os vírus serão distribuídos para grupos de pesquisa e laboratórios clínicos públicos e privados em todo o país com o objetivo de ampliar a capacidade de realização de testes diagnósticos e avançar em estudos sobre como a doença é causada e se propaga.

“A disponibilização de amostras desse vírus cultivados em células permitirá aos laboratórios clínicos terem controles positivos para validar os testes de diagnóstico, de modo a assegurar que realmente funcionem”, disse à Agência FAPESP Edison Luiz Durigon, professor do ICB-USP e coordenador do projeto, apoiado pela FAPESP.

De acordo com o pesquisador, a falta dessas amostras do vírus para serem usadas como controles positivos era um dos fatores que limitavam o diagnóstico de coronavírus no Brasil.

Como o SARS-CoV-2 surgiu no exterior, as amostras de vírus que têm sido utilizadas como controle positivo nas técnicas de diagnóstico empregadas por laboratórios brasileiros nesse início do surto no país são importadas da Europa e dos Estados Unidos, a um custo que varia entre R$ 12 mil e R$ 14 mil.

Por isso, o diagnóstico de casos da doença no país tem sido feito principalmente por laboratórios privados e laboratórios de referência no setor público que têm recebido os casos suspeitos.

Na rede pública, quatro laboratórios de referência nacional realizam os testes atualmente: Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo; Instituto Evandro Chagas, no Pará; Fiocruz, no Rio de Janeiro; e Laboratório Central de Goiás, que foi capacitado para realização do exame específico para coronavírus dos brasileiros repatriados da China.

O primeiro teste tem sido feito pelos hospitais de referência de cada estado e o material coletado é então encaminhado para um desses quatro laboratórios para contraprova.

“Os vírus que conseguimos cultivar em laboratório poderão ser usados em um kit para diagnóstico que o Ministério da Saúde distribuirá para os Laboratórios Centrais de Saúde Pública [Lacens] em todo o país. Com isso, todos os estados estarão aptos a realizar o diagnóstico”, disse Durigon.

Os vírus serão distribuídos para os laboratórios clínicos inativados, ou seja, sem a capacidade de infectar células, e em temperatura ambiente. Os vírus importados hoje pelos laboratórios brasileiros têm de ser transportados sob refrigeração, em gelo seco, o que encarece muito o frete, explicou o pesquisador.

Os laboratórios clínicos receberão alíquotas com mais ou menos 1 mililitro (ml) de vírus inativado. O ácido nucleico dessas amostras será então extraído e usado como controle positivo em exame baseado na técnica conhecida como RT-PCR (reação em cadeia da polimerase em tempo real, na sigla em inglês).

Essa técnica permite amplificar o genoma do vírus em uma amostra clínica, aumentando em milhões o número de cópias do RNA do coronavírus. Dessa forma, é possível detectá-lo e quantificá-lo em uma amostra clínica.

“O PCR permite fazer o diagnóstico em até quatro horas. Mas ainda são poucos os laboratórios no país que têm o equipamento disponível”, disse Durigon.

A fim de superar essa limitação, os pesquisadores também pretendem desenvolver outros testes de diagnóstico baseados em outras técnicas mais acessíveis, como análise por imunofluorescência – método que permite visualizar antígenos em uma amostra por meio de corantes fluorescentes.

“Se conseguirmos validar um teste desse tipo específico para o coronavírus seria possível que outros laboratórios e hospitais que não têm o equipamento para o exame por RT-PCR também façam diagnóstico”, avaliou Durigon.

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.