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Pesquisadores apresentam projeto de modelagem da COVID-19 in vitro e in silico

Publicado em 05 maio 2020

Por Valquíria Carnaúba | Unifesp

No momento em que a pandemia de COVID-19 se amplia globalmente, um grupo grande formado por pesquisadores e bolsistas da Escola Paulista de Medicina (EPM/UNIFESP) – Campus São Paulo decidiu se empenhar em duas vertentes distintas: desenvolver uma plataforma voltada à modelagem da infecção pelo SARS-CoV-2 (novo coronavirus) in vitro usando bioimpressão, e a produção de um modelo in silico para estudos da propagação do contágio por SARS-CoV-2 no Brasil. Ambas as ações integram o projeto Modelagem da COVID-19 in vitro e in silico, cujo financiamento pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) fora aprovado já na primeira quinzena de abril.

Com a modelagem da infecção in vitro, o grupo propõe um estudo multidimensional que forneça ferramentas para estudos da infecção e testes de fármacos. “Esse modelo será produzido por bioimpressão tridimensional (3D) utilizando células e compostos biocompatíveis. Estes são, então, colocados em uma bioimpressora 3D própria para impressão de células vivas”, explica a Dra. Marimelia Porcionatto, coordenadora do subprojeto de modelagem in vitro e professora do Departamento de Bioquímica. Ela argumenta que a bioimpressão 3D é uma tecnologia recente que permite reproduzir parte de órgãos e tecidos para estudos in vitro – mais próximos da estrutura tridimensional encontrada nos tecidos do que a cultura de células bidimensional (2D). “O laboratório já tem uma bioimpressora, estamos adquirindo outra com a verba de financiamento da FAPESP”, complementa a pesqusiadora.

O modelo de contágio in silico, por sua vez, fornecerá uma base para avaliação e predição do impacto da COVID-19. Sua construção será coordenada pelo Dr. Jean Faber, professor da Disciplina de Neurociência (EPM/Unifesp), um dos pesquisadores associados do projeto temático. Conforme explica a Dra. Marimelia Porcionatto, os modelos in silico são modelos computacionais utilizados para predizer desfechos e tendências, entre outros. “Serão usados modelos matemáticos, anteriormente explorados em análise de conexão entreneurônios, para estudar dados relacionados à COVID-19, como a movimentação das pessoas, suas relações, entre outras variáveis, utilizando dados das redes sociais e outras informações disponíveis”, conclui a pesquisadora.

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