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Pesquisadoras do IQ/Unesp recebem Prêmio Capes-Elsevier 2014

Publicado em 05 maio 2014

A farmacêutica Vanderlan Bolzani e a química Maria Valnice Boldrin Zanoni, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Araraquara, receberam o Prêmio Capes-Elsevier 2014 junto a outras oito brasileiras de destaque por seu papel na pesquisa e educação. A cerimônia de entrega do prêmio será realizada no dia 15 de maio no hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.

Depois de algumas edições com predominância masculina, este ano, assim como em 2010, o prêmio homenageia exclusivamente mulheres que se destacaram na produção científica. Além disso, apesar de contemplar todos os campos do conhecimento, este ano o Prêmio Capes-Elsevier acabou se concentrando em áreas relacionadas à química.

Além das professoras do Instituto de Química (IQ) da Unesp Araraquara, há outras quatro representantes de universidades paulistas: a bioquímica Alicia Kowaltowski e a geneticista Maria Rita Passos Bueno, da Universidade de São Paulo (USP), a infectologista Ana Cristina Gales, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e a engenheira química Maria Angela Meireles, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A pesquisa gaúcha também está bem representada na premiação, concedida com base em critérios como índice de publicação, o impacto da produção científica na comunidade internacional e número de mestres e doutores orientados. Do estado sulino foram premiadas a bioquímica Angela Wyse e a epidemiologista Maria Ines Schmidt, ambas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e a bioquímica Tatiana Emanuelli, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

A química Bluma Guenter Soares, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), completa a lista.

“É o reconhecimento de um trabalho duro”, comemora Vanderlan, que foi eleita em 2013 para a Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento (Twas) e é membro da coordenação do Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Recuperação e Uso Sustentável da Biodiversidade do Estado de São Paulo (Biota-Fapesp).

Ela foi pioneira em estabelecer uma linha de pesquisa sobre química de produtos naturais dentro do programa Biota. “Tive três projetos temáticos consecutivos financiados ao longo dos 15 anos do Biota.” Por seu foco em biodiversidade, o programa tradicionalmente atrai mais biólogos, uma interação que a farmacêutica considera enriquecedora em seu campo. “O Brasil tem um potencial químico enorme e todos os dias a natureza mostra algo diferente.”

Da Redação