Notícia

Planeta Universitário

Pesquisadora do Butantan recebe prêmio internacional

Publicado em 29 março 2010

A pesquisadora Maria Leonor Sarno de Oliveira, do Centro de Biotecnologia do Instituto Butantan, ganhou o prêmio Robert Austrian Award 2010 in Pneumococcal Vaccinology. O trabalho intitulado "Single formulation vaccine against pneumococcal, Diphteria, Pertussis and Tetanus Diseases" foi escolhido como melhor projeto da América Latina. A premiação ocorreu durante o 7º International Symposium on Pneumococci and Pneumococcal Diseases (ISPPD-7), realizado este mês em Tel Aviv (Israel). De acordo com Maria Leonor, a proposta submetida consiste no desenvolvimento de uma vacina combinada, composta por antígenos proteicos de pneumococo e da vacina celular pertussis, que já é produzida pelo Butantan e administrada em crianças brasileiras, na formulação DTP (difteria, tétano e pertussis).

"Pelo fato de a vacina pertussis ser uma vacina celular, ela possui propriedades estimuladoras do sistema imune (adjuvantes) que aumentam e modulam a resposta para proteínas do pneumococo, melhorando a intensidade e a qualidade da resposta imune", disse à Agência FAPESP.

O projeto intitulado "Propriedades adjuvantes de vacinas celulares: combinação das vacinas Celular Pertussis e BCG com antígenos proteicos de Streptococcus pneumoniae", que é coordenado pela pesquisadora, tem apoio da FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa - Regular.

A comissão avaliadora escolheu as melhores propostas de cada continente. O trabalho é realizado em colaboração com os pesquisadores Paulo Lee Ho e Eliane Miyaji, ambos do Centro de Biotecnologia do Butantan.

Segundo Maria Leonor, as vacinas contra pneumococo já existentes são eficazes, mas muito caras, principalmente para implantação em países em desenvolvimento, e não dão ampla cobertura a todos os sorotipos de pneumococo causadores de doenças.

"A nossa proposta visa a dar uma cobertura total da vacina de forma mais eficaz a um custo mais barato. Apesar das vacinas já existentes, os pesquisadores buscam novas vacinas, que sejam melhores do que as que estão em disponibilidades", disse.

O prêmio é de US$ 25 mil, concedido pela empresa farmacêutica Pfizer. Os resultados obtidos deverão ser apresentados no ISPPD-8, que ocorrerá em 2012, em Foz do Iguaçu (PR).

Agência FAPESP