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Pesquisadora da UFSCar investe em projeto de engajamento para escolas

Publicado em 12 julho 2012

A proposta foi detalhada no livro ‘Comunidades de Aprendizagem: outra escola é possível’

Uma pesquisadora da Universidade Federal de São Carlos (UFsCar) trouxe da Espanha para o Brasil, há 10 anos, o conceito de “Comunidades de Aprendizagem”, uma proposta de transformação das escolas que tem o objetivo de garantir a máxima aprendizagem, a convivência plena na diversidade e a participação da comunidade em todos os processos e decisões.

Desde então, a professora Roseli Rodrigues de Mello, do Departamento de Metodologia de Ensino do Centro de Educação e Ciências Humanas da UFSC, dedicou-se a trabalhar na adaptação da proposta à realidade brasileira – esforço que resultou na transformação de quatro escolas da região de São Carlos, em comunidades de aprendizagem.

As bases conceituais da proposta – assim como a experiência de adaptação ao Brasil e a implantação do programa na cidade do interior paulista – estão detalhadas no livro Comunidades de aprendizagem: outra escola é possível, que foi publicado com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), na modalidade auxílio à Pesquisa- Publicações.

Mello escreveu a obra em coautoria com Fabiana MariniBragae Vanessa Gabassa, duas de suas orientandas que tiveram participação no processo.

O trabalho de Mello com a proposta de comunidades de aprendizagem começou em 2001, quando obteve auxílio da Fapesp para realizar um pós-doutorado no Centro Especial de Investigação em Teorias e Práticas Superadoras de Desigualdades (Crea), da Universidade de Barcelona, na Espanha.

 “Fui a Barcelona para estudar esse programa que aproxima a escola das famílias dos estudantes e da comunidade, abrindo-se para uma gestão compartilhada e dialogada com o entorno, afim de efetivar a aprendizagem de conteúdos de alta qualidade para todos os estudantes da rede pública. A proposta une o conceito de aprendizagem dialógica à noção de diversidade cultural como riqueza humana”, disse Mello em entrevista à Agência Fapesp.

De volta ao Brasil, em 2002, a professora difundiu a proposta junto à Secretaria Municipal de Educação de São Carlos, que encampou a idéia. A partir daí, teve início o processo de implantação da transformação em escolas do município. “Comecei a orientar mestrados e doutorados, com projetos voltados para investigar a capacidade de adaptação da proposta. Era preciso saber se seria possível implantar as comunidades de aprendizagem em um formato idêntico ao modelo espanhol”.