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Blasting News (Brasil)

Pesquisadora brasileira integrará equipe que testará drogas contra coronavírus na Itália

Publicado em 18 março 2020

Os testes devem começar ainda essa semana para combater a doença que se tornou pandêmica.

Uma brasileira fará parte da equipe responsável por conduzir as pesquisas relativas à vacina contra o coronavírus. As pesquisas serão realizadas na Itália e a primeira fase de testes, feita por meio de animais, tem previsão de começar a acontecer ainda essa semana.

A pesquisadora é Rafaela Rosa-Ribeiro, bióloga pós-doutoranda do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein. Rafaela possui especialização no estudo de morte celular induzida pelo zika vírus.

É válido ressaltar que, ainda no ano de 2019, a pesquisadora citada chegou a dar início a um estágio de pesquisa no Departamento de Doenças Infecciosas e Neurociência do Ospedalle San Rafaelle.

O hospital fica na cidade de Milão, na Itália.

Durante a realização do projeto, Rafaela foi supervisionada por Elisa Vicenzi, coordenadora do primeiro grupo da Itália a conseguir isolar o SARS-CoV, que surgiu ainda no ano de 2002 e também teve a China como ponto de origem. O vírus foi o responsável por causar os primeiros casos de SARS.

É possível destacar ainda que o SARS-Cov chegou a se espalhar por 30 países do mundo e o seu contágio foi superior a 8 mil pessoas. Além disso, o vírus em questão foi responsável por 800 mortes.

Entretanto, desde o ano de 2004, não foram detectados outros casos da doença citada.

Diante do SARS-CovV-2, o novo coronavírus e causador da Covid-19, o grupo liderado por Elisa Vicenzi voltará a fazer testes com drogas que mostraram anteriormente potencial no combate a vírus que causam doenças respiratórias.

Outras linhas de pesquisa

Ainda existe, entretanto, uma outra linha de pesquisa para o desenvolvimento do medicamento em questão.

Segundo essa linha, é necessário compreender quais são as “vias de sinalização” ativas nas células que foram infectadas pelo novo coronavírus.

Assim, serão feitos experimentos considerando células humanas, mas também serão usados nos testes morcegos e outros animais que podem ser considerados como espécies de reservatórios para outros tipo de coronavírus que não desenvolvem os sintomas da Covid-19.

Durante uma entrevista, concedida à Agência Fapesp, Rafaela Rosa-Ribeiro chegou a apresentar uma parte dos projetos que serão feitos na Itália ao longo das próximas semanas.

Ela também relatou um pouco a respeito da experiência de precisar lidar tão de perto com a pandemia de coronavírus.

De acordo com o Repositório Oficial do Departamento de Proteção Civil da Itália, ao todo, formam confirmados 27.980 casos de Covid-19 no território do país desde o dia 24 de fevereiro desse ano. Além disso, ainda é possível pontuar que ocorreram cerca de 2.158 mortes em decorrência do vírus.